Pedro Dimitrow
Pedro Dimitrow

Em 'Fogueira em Alto Mar', Ana Carolina volta a cantar o amor e faz homenagem a Elza Soares

Novo disco da cantora e compositora inspira turnê que chega a São Paulo nesta sexta, 26, e sábado, 27

Adriana Del Ré, O Estado de S. Paulo

26 de julho de 2019 | 03h00

Seis anos separam o disco #AC, lançado por Ana Carolina em 2013, e seu novo trabalho, Fogueira em Alto Mar, que a cantora e compositora começou a divulgar, na forma de EPs, a partir de 31 de maio. O 3.º e último EP chegará às plataformas de streaming nesta sexta, 26, completando o álbum. Levando-se em conta a periodicidade em que a artista costuma lançar seus discos, desta vez, o intervalo foi maior.

“Acredito que os hiatos criativos, o silêncio e as pausas são importantes para um artista criar novos projetos. Esse período foi importante para chegar a um projeto maduro de inéditas. Interessante é que, nesse processo, comemoro 20 anos de carreira, com um álbum que me reconecta com o Ana Carolina, de 1999, com a sonoridade do violão”, diz Ana Carolina.

Com o disco Fogueira em Alto Mar, ela retoma com força sua veia romântica pop, em baladas como na faixa-título (parceria dela com Zé Manoel e Bruno Caliman), Tudo e Mais Um Pouco (dela e Dudu Falcão), Dias Roubados (parceria com Jonnas Mayrin e Antonio Villeroy) e Outra Vez Você (com Délia Fischer e Dudu Falcão). E volta a falar da dor da separação, em canções como Não Tem no Mapa (dela e Bruno Caliman). 

Em um disco essencialmente autoral, Ana Carolina traz duas regravações. Uma delas é 1296 Mulheres, de Moreira da Silva e Zé Trindade. “Foi uma indicação do meu amigo e parceiro Rodrigo Faour, pesquisador e escritor de vários livros importantes sobre a música brasileira. Quando ele me apresentou essa música do Moreira da Silva, eu me encantei com esse estilo ‘gafieira’. Me surpreendi de nunca terem gravado uma música tão interessante e decidimos colocar no primeiro EP.”

Há ainda sua versão de O Que É Que Há, de Fábio Jr. e Sérgio Sá. A canção já estava no repertório de seus shows – e, por coincidência, entrou no novo show de Gal Costa. “É também uma indicação do Rodrigo Faour, que primeiro foi incorporada na turnê Solo, de 2015, com o Mikael Mutti. Achei que estava dentro do contexto de Fogueira em Alto Mar e, por isso, resolvi gravá-la e incluí-la”, diz. “É uma bela canção de amor do Fábio Jr. e do Sergio Sá. Fico feliz demais que tenha essa minha visão agora, além da linda versão da Gal.”

Em Da Vila Vintém ao Fim do Mundo, ela faz bonita homenagem a Elza Soares, com participação da própria cantora. “Foi em 2017, se não me engano, que a Elza Soares pediu para que eu escrevesse uma música de amor para ela. E, como sempre acontece quando tenho que compor para uma grande diva, eu travei e não consegui! Então, fiz Da Vila Vintém ao Fim do Mundo em homenagem a ela. Me juntei com Zé Manoel e escrevemos a letra desse samba pensando na figura emblemática dessa artista gigante.”

Unindo esse novo repertório e grandes sucessos da carreira, como Garganta e Rosas, Ana Carolina se apresenta nesta sexta, 26, e sábado, 27, no Tom Brasil, em São Paulo. “Outra coisa interessante são algumas músicas de artistas que admiro e que apresento pela primeira vez ao vivo.”

Tom Brasil. R. Bragança Paulista, 1.281, Chácara Santo Antônio. 6ª (26) e sáb. (27), às 22h. R$ 119 / R$ 309 

 

 

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