Elza Soares estréia show dançante no Rio

Elza Soares se compara a Edith Piaf, a grande dama da canção francesa. "Não me arrependo de nada e vivo agora", diz. Por isso, ela pode mudar radicalmente de direção, no disco Vivo Feliz, que saiu este ano e vira show, a partir de hoje, no Teatro Rival-BR, para uma temporada de duas semanas. É uma produção requintada, com direção da atriz Débora Bloch, estreando na função, cenários de Gringo Cardia, nove músicos, um DJ e três bailarinos no palco. A temporada carioca é início de uma turnê que passa pelo Urbano, em São Paulo, antes de embarcar para a Europa. "O show e o disco nasceram aqui em casa, de conversas com o meu sobrinho Pedrin Gomes e com o Anderson (Lugão, raper e marido dela)", conta Elza. "Eu queria um disco dançante, que enchesse as pistas, mas não ia abandonar caminhos apontados no disco anterior (Do Cocix até o Pescoço). O show segue essa linha e vamos fazer aquele Rival tremer." No último disco, ela bebeu na sofisticação do compositor e professor universitário José Miguel Wisnik e agora preferiu os meninos que fazem música eletrônica, incluindo versões techo de Opinião, de Zé Keti, e Volta por Cima, de Paulo Vanzolini, três músicas da própria Elza e outra de Nando Reis, amigo dela desde os anos 80, quando ele era um Titã e ela, musa da turma. Sobre a direção do show, conta: "quando eu vi a Débora numa peça lá em São Paulo, pensei. ´É ela´. Telefonei, telegrafei, fiz tudo para convencê-la, porque ela achava que não seria capaz", conta a Elza. Débora faz mesuras à cantora. "É uma honra dirigi-la e minha função é não aparecer, é deixá-la brilhar".

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