Elvis vive. Em Maringá

O Elvis Presley das fotos de 1972 não era Elvis Presley. Aos olhos de um garoto do interior do Paraná, era um super-herói daqueles de histórias em quadrinhos que livrava a humanidade do mal. Edson Galhardi teve sua primeira visão há 20 anos. As calças "boca de sino", o topete e as costeletas daquela fantástica criatura o fizeram crer que Elvis não morrera por um simples motivo: Elvis poderia ser ele mesmo. A Memphis de Galhardi é Maringá, lugar que o cantor abandona entre oito e dez vezes por mês para se transformar em Elvis Presley no palco de alguma cidade do País. O de hoje é em São Paulo, na casa de rock Thenossauros, em Pinheiros.Sua apresentação é o prêmio que ganhou por ter vencido um concurso organizado pela emissora All TV entre covers de Elvis. Galhardi foi o melhor entre 13 topetudos que vieram de vários Estados. No dia 26, ele também participará de um grande encontro de fãs de Elvis no Vitrine Show Bar, na Rua Augusta. O bom cover só corre um risco: ser levado a sério demais por seu público.Não foram poucas as vezes em que Galhardi deixou de ser o imitador de seu ídolo para tornar-se ele próprio. Em Curitiba, fazia uma apresentação para seis mil pessoas quando sentiu duas mãos segurando suas pernas. Olhou para baixo e viu uma mulher aos prantos beijando seus pés. "Fiquei muito constrangido com aquilo. Mas foi muito carinhoso."Elvis Presley Cover. Hoje, às 22h. Thenossauros (Rua dos Pinheiros, 518. 3062-7151).

Agencia Estado,

18 de julho de 2003 | 10h48

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