Elton Medeiros revive sucessos em festa do Prêmio Shell

A entrega do Prêmio Shell de Música a Elton Medeiros, ontem à noite, no Canecão, foi uma festa em legítimo azul e branco da Portela, com direito à presença de seu parceiro mais constante, Paulinho da Viola, e da Velha Guarda que veio em peso de Madureira para homenagearo amigo de muitos anos. O show até teve problemas, como a falta de microfone para a voz das pastoras e um som meio embolado da banda deoito músicos, sob a batuta do pianista Cristóvão Bastos, mas a confraternização foi nota dez. E o homenageado, o 21º compositor a receber o Prêmio Shell de Música, era só felicidade.A produção da festa foi impecável. Marcado para as 20h30, o show começou pouco depois de 21 horas, o tempo exato para todo mundo chegarcom calma e escolher sua mesa. A casa estava cheia, mas não havia nenhuma dessas estrelas que causam frisson entre fotógrafos, só sambistas importantes, como Walter Alfaiate, Claudio Jorge e Hermínio Belo de Carvalho, entre outros.No palco, Lucinha Lins, a mestre de cerimônias de todos os anos chegou sambando, falou só um pouquinho, e a música começou. Primeiro, Eltoncantou a pouco conhecida e linda Meu Bairro, homenagem a Parada de Lucas, onde começou no samba. Contou a história do surgimento da Ala de Compositores da Portela, nos idos de 1956, para chamar a Velha Guarda azul e branca, e logo chegaram o mangueirense Nelson Sargento e oportelense Paulinho da Viola para reviver momentos do show Rosa de Ouro. Foi nesse espetáculo, nos anos 60, que Elton e Paulinho da Viola estrearam profissionalmente, no grupo Cinco Crioulos, que teve ainda, Zé Keti e Anescarzinho e Jair do Cavaquinho, este último hoje da VelhaGuarda da Portela. Ou seja, velhos amigos se reencontram.Elza Soares também veio à festa, cantou a bela Folhas no Ar, acompanhada só do piano de Bastos, e o prêmio foi entregue com poucos discursos. O presidente da Shell, Aldo Castelli, rasgou sedas para Elton, que dedicou sua homenagem a todos os sambistas, em especial a seus parceiros e eles voltaram todos ao palco para cantar os sucessos Peito Vazio, Recomeçar, Ame, Onde a Dor não tem Razão e o clássico O Sol Nascerá, feita em parceria com Cartola, que fechou a noite.Ainda não eram 23 horas, e a festa no camarim entrou noite adentro. Elton não se cansava de agradecer ?o cafuné dos amigos? e a multinacional do petróleo proporcionou uma noite de confraternização para o samba carioca.

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