Elba Ramalho faz show na última semifinal do Visa

A equipe de produção, jurados e músicos tomam a ponte aérea para realizar hoje a quarta e última semifinal do 7.º Prêmio Visa de Música Brasileira - Edição Instrumental no Canecão, Rio. Desta vez disputam uma vaga na final o trio formado por Nelson Faria (guitarra), Ney Conceição (baixo elétrico) e Kiko Freitas (bateria); o acordeonista gaúcho Alessandro Kramer e o jovem bandolinista paulistano Danilo Brito. Elba Ramalho faz o show de encerramento da noite mais diversificada da fase semifinal, em termos de origens dos participantes. A noite começa com o trio que representa Minas, terra de Conceição, mas tem dois integrantes de outros Estados. Faria é do Pará e Freitas é do Rio Grande do Sul. "Um grupo bem brasileiro", como costumam dizer. Há anos acompanhando o cantor e compositor João Bosco, fazem uso exemplar da larga experiência em colaborações mútuas. A apresentação dos três na eliminatória foi das mais impactantes. Daquelas em que todos se destacam nos solos, sem prejudicar o andamento do conjunto. Hoje tocam Na Baixa do Sapateiro (Ary Barroso), Eu Sei Que Vou Te Amar (Tom Jobim/Vinícius de Moraes), Baião Por Acaso (Nelson Faria/Rodolfo Cardoso/Hamleto Stamato) e Vento Bravo (Edu Lobo). Como o violinista Ricardo Herz, com quem dividiu a primeira eliminatória, o acordeonista Alessando Kramer é espécie único em sua categoria nesta edição do Visa. Nascido em Vacaria (RS), ele representa o catarinense Balneário de Camboriú. Começou a tocar aos 13 anos em bailes e depois de ganhar prêmios como melhor instrumentista em vários festivais, integrou a Orquestra Sinfônica de Santa Catarina como solista. Hoje ele se apresenta acompanhado do quarteto formado por Guinha Ramires (violão), Mário Conde (guitarra), Glauco Sölter (baixo elétrico) e Endrigo Bettega (bateria). No repertório, duas composições próprias (Sete de Ouro, parceria com Alegre Corrêa, e Maresia), além de Frevo de Maceió (Hermeto Pascoal) e Forrozim (Heraldo do Monte). A relativa pouca idade, 19 anos, não é obstáculo para Danilo Brito, o último a se apresentar. Ele se dedica à música desde os cinco anos e dá banho em muito veterano. Além de atuar como ás das cordas, Danilo também compõe. Gravou um CD de título sugestivo, Moleque Atrevido, quando tinha 13 anos e já dividiu o palco com mestres como o flautista Altamiro Carrilho. Ao lado do experiente Zé Barbeiro (violão) e de Marcelo Gallani (pandeiro) ele encerra esta fase do Prêmio Visa interpretando seus mestres Ernesto Nazareth (Confidências), Pixinguinha e Benedito Lacerda (1 x 0), além de Moto Perpétuo (Ed Galhard) e Camundongas (Laércio de Freitas). Elba Ramalho preparou um repertório especial para cantar em 1h15 de show. Na homenagem que fará aos músicos, hoje no Canecão, a cantora decidiu investir num roteiro mais "bacana e representativo" de sua carreira. Pode esperar sucessos incendiários como Leão do Norte, Xote das Meninas e Beradêro, do jeito que só ela sabe fazer para levantar poeira. 7.º Prêmio Visa de Música Brasileira - Edição Instrumental - Quarta semifinal, no Canecão. Rua Venceslau Brás, 125, Rio de Janeiro, telefone (21) 2105-2000. Hoje, às 21 horas.

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