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Elba Ramalho faz show em São Paulo apresentando ritmos do carnaval

Entre os projetos da cantora, o lançamento de um álbum só com músicas de Chico Buarque e outro com canções espirituais

Amilton Pinheiro , O Estado de S.Paulo

03 de fevereiro de 2017 | 11h47

O compositor e cantor Chico Buarque, 72, foi crucial na carreira artística de Elba Ramalho, 65, quando ela decidiu ir morar no Rio de Janeiro, em 1974, a convite do produtor Roberto Santana, que já trabalhava com ele. Elba, que fazia algumas peças como atriz, conheceu Chico no dia da apresentação do elenco da Ópera do Malandro, em 1978. “Eu me tornei cantora em função da Ópera do Malandro. Ele foi da maior importância na minha formação artística e para que eu tivesse espaço como cantora”, explica Elba por e-mail ao Estado.

No musical dirigido por Luís Antônio Martinez Corrêa, Elba interpretava a prostituta Lúcia, que brigava com a personagem Teresinha (Marieta Severo, na época mulher de Chico), pelo amor de Max Overseas (Otávio Augusto). O dueto em que Elba e Marieta cantavam O Meu Amor, era um dos pontos altos do espetáculo. 

A canção foi parar no álbum de Chico em 1978, e no disco duplo com a trilha da peça. Elba Ramalho, que era conhecida como atriz, começaria uma carreira como cantora ao lançar seu primeiro disco, Ave de Prata, em 1979, que tinha entre as faixas, Não Sonho Mais, de Chico.

Mesmo com tanta intimidade com a obra dele, ela nunca se sentiu segura o suficiente para gravar um disco só com suas músicas. Com quase 40 anos de carreira (que serão completados em 2019), Elba achou que agora é o momento de registrar esse tão sonhado trabalho. “Chico Buarque é um gênio. Não sei dizer como vai ser o álbum, por que ainda não parei para planejá-lo. Tenho esse desejo e sei que vai ser um disco lindo. Chico entende a alma feminina como nenhum outro compositor”, entende.

Deixando de lado os projetos que a cantora vai realizar, entre eles um CD com músicas espirituais, Elba apresenta em São Paulo o show Carnaval do Brasil de hoje, 3, a domingo, 5, no Sesc Vila Mariana, com ingressos esgotados. “A minha trajetória tem muito de carnaval. Quando soube que esta temporada seria em fevereiro, pensei em aproveitar o mês do carnaval para fazer uma homenagem ao maior festejo do Brasil”, revela ainda.

E seu “banho de cheiro” também se estenderá ao sambódromo em São Paulo, pois a cantora será homenageada pela Tom Maior com o samba-enredo Elba Ramalho Canta em Oração o Folclore do Nordeste – Toque Sanfoneiro: Forró, Frevo e Xaxado... “Estou muito feliz, gostei do samba, acho a letra boa e o samba é eficiente para a escola. Ser homenageada dessa forma é incrível, é um reconhecimento pela minha trajetória. Tenho muito orgulho do caminho que percorri e a escola vai contar parte dessa história”, espera.

Desde o ano passado, Elba, Geraldo Azevedo e Alceu Valença estão em turnê com O Grande Encontro, agora sem a participação de Zé Ramalho, que está com agenda lotada. A primeira formação do projeto, em 1996, foi um enorme sucesso e só não durou mais por causa dos problemas que eles tiveram com Alceu Valença, que não foi convidado quando decidiram fazer o segundo encontro.

“Alceu já tinha um contrato com outra gravadora e isso gerava muitos conflitos. Era no tempo das majors, que tinham muita influência sobre nós. Somos artistas com personalidades fortes”, acrescenta Elba.

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