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Él Mató a un Policía Motorizado, roqueiros hermanos são considerados 'os novos heróis do rock'

Banda argentina se apresenta nesta quinta-feira, 15, no Sesc Pompeia

Pedro Antunes, O Estado de S. Paulo

15 de setembro de 2016 | 04h00

“Ele conheceu o sexo tardiamente na idade de 27 anos e, a partir dali, sua arte começou a se deteriorar. Aqui, você encontra algumas amostras do trabalho dele.” O texto de apresentação do perfil de Santiago Motorizado, da banda argentina Él Mató a un Policía Motorizado, já indica que o músico atualmente de 36 anos é infinitamente menos introspectivo e melancólico do que as canções criadas e cantadas por ele dão a entender. Ele ri ao ouvir, por telefone, as palavras daquela parágrafo publicado online e que abre esse texto. “Me pediram para me descrever e achei que valia a piada”, explica o músico nascido em La Plata, na Argentina. “Agora, se é verdade ou não, prefiro deixar em segredo.” 

Santi, como é conhecido, ri mais uma vez. E o bom humor não é culpa apenas do gracejo online, é claro. O El Mató a Un Policia Motorizado, banda fundada pelo músico em 2003, vive o maior momento de sua trajetória. Em agosto deste ano, o grupo formado por Santi, Doctora Muerte (bateria), Pantro Puto (guitarra), Niño Elefante (guitarra) e Chatrán Chatrán (teclado) estampou a capa da versão argentina da Rolling Stone. Nela, os cinco integrantes, com seus dois discos cheios e quatro EPs, são tratados como “os novos heróis do rock”. “O que tem acontecido conosco depois dessa capa é algo incrível”, diz Santi. “É claro, nunca fomos uma banda do mainstream, navegamos pelo universo independente e ainda entendo que faltam oportunidades em programas de rádio ou televisão. Mas foi um bom passo adiante.” 

O Él Mató, como o nome é carinhosamente abreviado por fãs, volta a São Paulo para uma apresentação no Sesc Pompeia nesta quinta-feira, 15. No repertório, Santi e companhia trazem a melancolia nas frases marteladas, em um desespero sussurrado pelo vocalista, presente principalmente nos lançamentos mais recentes, o disco La Dinastía Scorpio (2012) e no EP Violencia, lançado no ano passado. “As minhas canções têm ficado mais íntimas, não é?”, concorda Santi. “As situações vividas por mim e por mais amigos me inspiram.” Sério, Santi se despede para iniciar o ensaio – e o WhatsApp, aplicativo usado para aquela ligação, revela a imagem de perfil do músico: uma jocosa foto de Lionel Richie. 

ÉL MATÓ A UN POLICÍA MOTORIZADO

Sesc Pompeia. Rua Clélia, 93, Pompeia, tel.: 3871-7700. 

Hoje (5ª), às 21h30. R$ 9 a R$ 30.

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