Amanda Perobelli/Estadão
Amanda Perobelli/Estadão

Edvaldo Santana lança disco ao vivo, acompanhado por uma big band

Em 'Edvaldo Santana e Banda Ao Vivo 2', naipe de metais tem atuação marcante no projeto; show de lançamento será no Sesc Belenzinho, neste sábado,15

Adriana Del Ré, O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2019 | 03h00

A comunhão da poética urbana e de ritmos como o blues, o samba, o reggae, o xote, entre tantos outros, é uma característica já marcante na obra de Edvaldo Santana. Para a gravação do disco Edvaldo Santana e Banda Ao Vivo 2, o cantor e compositor se uniu a uma big band, que ‘encorpou’ ainda mais sua música. 

Esse registro, realizado no palco do teatro do Sesc Pompeia em 2016, já havia chegado às plataformas digitais no ano passado e acaba de ser lançado pela Tratore na versão física. O show de lançamento do disco será no Sesc Belenzinho neste sábado, 15, e no dia 30 na Casa de Cultura de São Miguel. 

O primeiro álbum ao vivo de Edvaldo foi em 2005, gravado no teatro Fecap, com formação mais acústica. “Esse novo traz uma outra sonoridade. Estamos com dez músicos no palco: banjo, washboard, piano, baixo, gaita, naipe de metais, guitarra. Já é um som com características diferentes, é um som para fora, com uma sintonia de prazer e alegria bem peculiares”, diz o músico. 

O naipe de metais, de fato, tem uma atuação de destaque nesse projeto. “A criação de novos arranjos com a inclusão dos metais foi decisiva na construção dessa sonoridade. Há uma contribuição bem generosa dos metais nas canções, assim como a da gaita em sintonia com toda a banda.” 

Como o disco foi gravado no show de lançamento de seu mais recente disco solo, o Só Vou Chegar Mais Tarde, o repertório foi inspirado nesse trabalho e reúne ainda algumas canções representativas da carreira como Samba do Japa e Ruas de São Miguel.

A deliciosa Só Vou Chegar Mais Tarde, conduzida numa levada conhecida como dixieland, abre o disco em clima de festa, passando, mais adiante, pelo blues Ruas de São Miguel e pela incursão futebolística que ele tanto gosta no samba Gelo no Joelho. Na sequência, faz um medley de dois de suas canções mais conhecidas, Samba de Trem e Samba do Japa.

Em Predicado, outra tirada de seu disco mais recente, Edvaldo dá mais uma vez espaço à sua escrita como cronista. “Metrô tá cheio passageiro tá sozinho/Essa viagem e quase todo dia assim/ Com headfone tablet smartfone chiclets/ Sou conduzido pra ninguém chegar em mim”, diz um trecho da letra. “Ela nasce de minhas observações do cotidiano das pessoas nos transportes públicos, nas ruas, no trabalho, nas casas, que nitidamente trocaram a conversa pela tecnologia virtual, que possibilita uma falsa realidade, uma individualização extrema”, afirma ele.

Ele termina o álbum com uma de suas canções mais otimistas, Quem É Que Não Quer Ser Feliz. “A energia de uma gravação ao vivo é incomparável. Lembro que o Tom Zé me dizia: no estúdio, a gente consegue dar no máximo 50% da nossa capacidade criativa; ao vivo os ingredientes que unem a adrenalina intensa, o público cantando junto as letras, a possibilidade do improviso criam um outro ambiente com um astral elevado.”

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