Echo & the Bunnymen invade São Paulo outra vez

"Ficamos sem os vistos para entrar no Brasil, por causa da bagunça do Carnaval. Não sei de quem foi a culpa, estávamos na Turquia e não tínhamos como fazer nada." Will Sergeant, o veterano guitarrista do Echo & the Bunnymen, tem a justificativa do cancelamento dos shows, no mês de março no Brasil, na ponta da língua. Agora, tudo conspira para que as coisas funcionem normalmente. "Já acertamos tudo. Dessa vez vai", ri Will. Pela enésima vez, a banda tocará no Brasil. Mais do que a paisagem e as mulheres do nosso País, os "coelhos" parecem apreciar outras das nossas excentricidades tupiniquins. A caipirinha é uma das paixões do vocalista e fundador do grupo Ian McCulloch, por exemplo. "Nós amamos o Brasil e procuramos incluir a América do Sul sempre nos nossos planos. Sabemos que é uma longa distância e que muitos outros artistas não conseguem tocar aí porque é uma viagem cara. Mas sempre fazemos o possível", derrete-se Ian. Quem sabe ele não compre uma casa de campo por aqui como fizeram Jimmy Page e tantos outros. Afinal, dinheiro é o que não deve faltar, não é Will? "Se eu pensasse no Echo como uma forma de ganhar dinheiro estaria morto. Nunca fomos como o Led Zeppelin. Seria fácil encontrar uma profissão que me pagasse o mesmo que ganho com a banda, mas tocar é a única coisa que sei fazer", justifica o guitarrista. Show de velhos sucessos Para o show do próximo sábado, os dois prometem agradar os fãs da época em que os sobretudos e os coturnos eram vestimentas obrigatórias nos inferninhos paulistanos. "Iremos tocar apenas quatro músicas do disco novo (Siberia), mas não faltarão Killing Moon, Rescue e Lips Like Sugar", explica Will. Nascidos no final da década de 70 e alçados a mentores de sua geração durante os anos seguintes, canções como as citadas acima fazem parte do repertório da banda desde sempre. Imagine quantas vezes os acordes de Killing Moon já saíram das cordas da guitarra de Will Sergeant? "Algumas músicas são obrigatórias, mas nem por isso me canso de tocá-las. A sensação de estar na frente de tantas pessoas é sempre nova e inusitada", retruca Will. Quanto a Siberia, o disco lançado em setembro de 2005 e recentemente importado para o Brasil pela gravadora Indie, a sensação da dupla é positiva. "Fizemos um bom disco", sentencia o vocalista. Will segue o discurso: "É um álbum melhor do que os anteriores", completa. Echo & the Bunnymen. Credicard Hall. Av. das Nações Unidas, 17955, 6846-6000. Sábado (29), às 22 horas. De R$ 70 a R$ 160.Colaborou Ludmila Azevedo

Agencia Estado,

24 de abril de 2006 | 15h50

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