Katia Temkin/Sony Music
Katia Temkin/Sony Music

‘É muito libertador e assustador ao mesmo tempo’, diz Lauren Jauregui sobre carreira solo

Em entrevista ao ‘Estado’, cantora responde perguntas dos fãs sobre o primeiro álbum da carreira solo, raízes latinas e independência

Carla Menezes, O Estado de S.Paulo

01 de abril de 2020 | 20h56

A nova era de Lauren Jauregui começou. Lento, primeiro single do álbum de estreia da cantora, representa um resgate às suas raízes latinas. A aposta deu certo: o clipe oficial da música atingiu 3 milhões de visualizações no YouTube nesta terça-feira, 31. Em entrevista ao Estado, a cantora respondeu perguntas enviadas pelos fãs para o Twitter do Caderno 2.

Em menos de 24h, recebemos 400 sugestões de perguntas. A maioria delas girava em torno do novo álbum, que Lauren revela ainda não estar pronto: “Estou no processo, mas já tenho todas as músicas que eu quero que estejam nele.” Na entrevista, ela diz que as canções não vão ficar restritas a um estilo musical específico. “O álbum vai ser uma mistura de estilos porque eu sou assim."

“Estou me descobrindo e, nesse processo, sou influenciada por várias coisas. Eu me preocupo mais com a melhor forma de me expressar através das músicas e das letras que com em qual gênero musical específico elas se encaixam”, disse Lauren.

A divulgação de Lento acontece quase dois anos após o Fifth Harmony anunciar uma pausa indeterminada. Para Lauren, esse período foi de autodescoberta: “Ter controle total das coisas é uma situação completamente nova para mim. Precisei, primeiramente, me curar de tudo que ficou da experiência (na banda) e parte desse processo de cura é compor”.

Confira abaixo a entrevista feita com colaboração dos fãs:

Lauren: É muito libertador e assustador ao mesmo tempo. Tudo depende de você, todas as peças do quebra-cabeça. Você tem que estar a par de tudo que está acontecendo em termos de negócios também, porque isso é um negócio. Você tem que estar consciente disso, tem que ser uma líder, ser uma chefe. Eu sou a única chefe agora. Ainda estou aprendendo.

Lauren: Eu só quero que eles (os fãs) se sintam sexy e se divirtam ao ouvir. Não é uma música séria, sabe? É do tipo que você aperta o play, segue o seu instinto e dança pela casa.

Lauren: O álbum terá algumas participações especiais, com certeza. São artistas que amo e admiro e a quem estou muito grata por terem me dado uma chance. Há bastante preconceito com relação a minha capacidade como artista, mas existem pessoas incríveis que genuinamente acreditam em mim. Eu amo essas pessoas e aprecio bastante isso.

Lauren: Eu acho que vai ser parte do meu processo de aprendizagem, do meu crescimento como artista, conhecer novas coisas, ir a lugares diferentes. Eu preciso ir a Cuba, preciso mergulhar no ambiente. Acho que isso vai aumentar a minha conexão com o lugar. Minha origem sempre foi importante para mim, sempre foi uma grande parte da minha vida. Eu nasci nos Estados Unidos, mas cresci em Miami e fui muito influenciada pela cultura latina. 

Na minha casa, com meus pais e avós, estávamos sempre no modo “espanglês” (risos).  Minha avó sempre me ensinou o quão importante é preservar a minha cultura e saber que isso é uma parte de mim. Ela já faleceu, mas sinto que quando canto em espanhol estou homenageando-a. Quando exploro essa parte de mim, quando incorporo isso à minha verdade e à arte que eu escolho oferecer ao mundo, acho que estou honrando o lugar de onde eu vim.

Lauren: Não vou te contar (risos).

Lauren: Ai meu Deus (risos), eu sei. Eu fiz turnê quando ainda não tinha muitas músicas autorais, quando ainda estava começando a compor. Nenhuma dessas músicas vai fazer parte do álbum. Para ser honesta, as primeiras músicas que eu escrevi e performei, algumas delas eu vou cantar novamente, mas a maioria provavelmente não. Eu não me identifico mais com elas, sabe? Superei aquelas situações na minha vida. 

Eu sei que isso pode soar estranho para os fãs e que eles podem dizer ‘como assim? Nós queremos todas as músicas! A gente quer tudo que você cria!’, e eu respeito isso. Como fã, eu sei que a Lana Del Rey tem músicas que eu amo e que não foram lançadas oficialmente, mas que eu definitivamente ouço, por exemplo. Por não me identificar mais com essas músicas, não consigo mais entregá-las para as pessoas. 

Como tem sido a pressão para lançar o álbum? Isso afeta seu processo criativo?

Lauren: Para ser honesta, não. Eu venho lidando com a pressão durante a minha vida toda. Eu sou grata pelos fãs estarem tão ansiosos para ouvir o álbum. Eu nunca vou criticá-los por pedirem novas músicas. Sou grata por ter pessoas perguntando cadê o meu álbum. Mas eu não estou me pressionando, a única pressão que eu sinto é a que eu coloco em mim mesma, de ser a minha melhor versão. Eu não quero criar algo que eu não sinta que seja uma representação de quem eu sou no momento e isso leva tempo. Eu vou fazer tudo no meu próprio tempo.

Lauren: Tem uma música, que inclusive já está disponível, chamada Always Love. É uma das minhas músicas favoritas. É uma expressão perfeita do que eu estava sentindo naquele momento. Quando eu consigo capturar exatamente o meu sentimento, do começo ao fim de uma música, é aí que eu penso ‘OK, é isso que eu amo fazer’. 

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