REUTERS/Toby Melville
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Royal Blood mostra seu som pesado, e sem guitarra, no Rock in Rio

O baixista e vocalista Mike Kerr e o baterista Ben Thatcher fazem sua estreia no Brasil, no Palco Mundo, neste sábado, 19

Pedro Antunes, O Estado de S. Paulo

19 de setembro de 2015 | 03h00

“Ah, mas o Rock in Rio não tem mais rock”, dizem uns. Bobagem. “Só tem velharia nesse festival”, dizem outros. Também não é bem assim. Basta prestar atenção. O line-up do festival que chegou nesta sexta-feira, 18, ao Rio, tem novidades, sim. E rock dos bons. Tudo isso pode ser encontrado na Royal Blood, banda que estreia no País, no Palco Mundo, neste sábado, 19, às 21h.

O grupo é formado por dois integrantes, Mike Kerr e Ben Thatcher, assim como outras tantas duplas mais famosas, como White Stripes e Black Keys, mas as comparações param por aí. O Royal Blood não tem guitarra. É o vocalista Kerr que, com toneladas de distorções e efeitos, faz a base harmônica das canções com seu baixo. Thatcher é responsável por esmurrar a bateria sem dó.

A banda beira o heavy metal, mas a aproximação se dá pelo som grave do baixo dominante nas canções. É o rock’n’roll clássico que inspirou os dois amigos de infância a criarem a banda há dois anos.

“Tocamos com muitos guitarristas ao longo da nossa adolescência”, contou o baterista ao telefone, de Brighton, na Inglaterra, onde mora, um dia antes de pegar o avião para a primeira apresentação da banda na América Latina. “É legal ter uma banda com mais gente, mas percebemos que o nosso som poderia funcionar sem a guitarra. Convenhamos, ficou pesado o suficiente”, brincou.

O Royal Blood despontou no ano passado e, antes mesmo de lançar o disco de estreia, que leva o nome do grupo, já eram apontados como uma das bandas a se prestar atenção no Reino Unido. O EP Out of Black, de março, tinha quatro canções. Três delas, Out of Black, Little Monster e Come on Over, eram capazes de fazer o ouvinte perguntar: “Mas não tem uma guitarra aí, mesmo?”

Dave Grohl, do Foo Fighters, e Iggy Pop já elogiaram o rock agressivo do Royal Blood. Jimmy Page, guitarrista do Led Zeppelin também faz parte do fã-clube do duo. Os elogios resultaram em uma turnê que já entra no segundo ano seguido. Desde 2014, o grupo fez 250 apresentações ao redor do mundo. “Nunca estive no Brasil. Vamos ficar somente um dia, mas é muito emocionante.”

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