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Duo Assad inicia turnê que celebra 50 anos de atividades

Primeira apresentação aconte no interior de Minas

João Luiz Sampaio, O Estado de S. Paulo

24 de outubro de 2013 | 19h33

O tempo passou – e, de repente, já se vão 50 anos desde que os irmãos Sergio e Odair Assad formaram o duo de violões que se transformaria em referência internacional na interpretação do instrumento. Grandes obras, discos, parceiros – motivos não faltam para comemorar. A data redonda é só em 2014. Mas os dois começam já amanhã uma turnê comemorativa.

O primeiro concerto será em São Lourenço, no interior de Minas – e, ainda este ano, os dois tocam em Mococa, terra nata de Sergio, Belém, Campos do Jordão, Goiânia e Juiz de Fora. A turnê continua em 2014, incluindo, se tudo der certo, capitais como Rio e São Paulo.

O repertório vai do barroco ao século 20 – e carrega o ecletismo de um conjunto que impressionou de Astor Piazzolla a Yo Yo Ma e traz na bagagem dezenas de obras compostas especialmente para ele. “Ser eclético foi sempre uma constante do Duo Assad”, dizem os irmãos em entrevista concedida por e-mail. “Nós saímos do choro brasileiro para a música erudita e desde o início já misturávamos os estilos. Nos anos 70 e 80, fomos bastante criticados por isto pelos tradicionalistas e conservadores, mas hoje em dia todos fazem ou tentam fazer a mesma mistura. Virou até moda! Fomos então, de uma certa forma, pioneiros nesta multiplicidade de estilos. Hoje isto e uma tendência universal, dado que o mundo ficou cada vez menor”, explicam.

O ano do aniversário se presta a balanços. Como eles definem a sensação que têm hoje ao olhar para esses 50 anos de trajetória e prestes a partir em uma turnê comemorativa? “Foram 50 anos de dedicação integral a arte de tocar em duo. Criamos um repertório próprio, desenvolvermos uma abordagem muito particular de todos os estilos musicais que praticamos, vivemos em países diversos, aprendemos vários idiomas, tocamos com muitos artistas geniais, fizemos projetos musicais interessantíssimos, gravamos discos que reforçam a ideia da arte de se tocar em duo, ganhamos alguns prêmios importantes e podemos dizer hoje que influenciamos toda uma nova geração de duos de violão.”

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