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Dose letal de anestésico matou Michael Jackson

Jornal 'Los Angeles Times' cita mandado de busca revelado em Houston sobre causa da morte do 'rei do pop'

24 de agosto de 2009 | 17h06

Médicos-legistas concluíram que o astro pop Michael Jackson morreu depois de ingerir uma dose mortífera do anestésico propofol, informou o jornal Los Angeles Times, citando um mandado de busca revelado em Houston.

 

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De acordo com o mandado de busca para investigar os escritórios do médico do "Rei do Pop" (leia parte do documento), doutor Conrad Murray, ele disse a detetives que vinha tratando o artista por causa de uma insônia havia aproximadamente um mês e meio. Ele dava 50 miligramas de propofol toda noite ao cantor, usando um acesso intravenoso, segundo o jornal.

 

A morte do astro pop Michael Jackson está sendo tratada como homicídio pelo Instituto Médico Legal (IML) do condado de Los Angeles, disse à Associated Press uma fonte ligada às investigações. A conclusão do IML de Los Angeles sugere que o médico particular do artista, doutor Conrad Murray, possivelmente será alvo de novas acusações.

 

Murray manifestou aos investigadores temores de que Michael Jackson estaria ficando viciado em propofol e disse que havia passado a usar outros medicamentos.

 

Na manhã da morte do artista, em 25 de junho, Murray passou horas tentando induzir o sono do paciente utilizando diversas drogas, mas nenhuma surtiu efeito.

 

Por volta das 10h40 daquele dia, o médico ministrou 25 miligramas de propofol depois de Jackson ter pedido a droga.

 

De acordo com o relato de Murray, ele deixou Jackson sozinho à espera de que a droga surtisse efeito e saiu para fazer alguns telefonemas. Quando voltou, percebeu que o cantor já não respirava mais.

 

Tributo

 

A mãe de Michael Jackson, Katherine Jackson, disse em carta tornada pública nesta segunda-feira que o tributo global ao filho marcado para o próximo mês em Viena é "uma ideia maravilhosa" e um evento que seu filho adoraria. O show do dia 26 de setembro, organizado pelo irmão de Michael, Jermaine, vai acontecer na frente de um palácio do século 17 na capital austríaca. O participantes do tributo ainda não foram anunciados, mas espera-se que milhares de pessoas assistam ao show.

 

"Um evento dessa dimensão não apenas mantém o espírito de Michael vivo, mais do que isso: dá a milhões de fãs a oportunidade de viver sua música e celebrar a vida do meu filho", escreveu Katherine Jackson. "Eu tenho certeza que Michael iria amar (o tributo)".

 

A carta, escrita à mão, é datada de quinta-feira e foi tornada pública pelos promotores austríacos do evento, o World Awards Media GmbH.

 

O promotor Georg Kindel disse que o tributo foi originalmente planejado para acontecer no estádio de Wembley, em Londres, no dia 29 de agosto, data em que Michael completaria 51 anos, mas Jermaine Jackson decidiu realizar o evento em Viena.

 

A capital da Áustria abriga muitos castelos e Jermaine disse que Viena foi escolhida como o local do show porque seu irmão "amava castelos".

 

A mãe do cantor também se dirigiu aos fãs, dizendo que estava "emocionada pelo amor e apoio que meu amado filho Michael recebeu no último mês".

 

Na semana passada, a intensa procura por ingressos para o show em Viena fez o site de venda entrar em colapso. Os preços variam de € 63 (US$ 90) a € 518 (US$ 742).

 

Nina Ellend, chefe de publicidade da World Awards Media GmbH, disse que milhares de ingressos foram rapidamente arrebatados e que a venda está sendo realizada em etapas.

 

De acordo com meios de comunicação austríacos, Madonna, U2, Lionel Richie e Whitney Houston podem estar entre os artistas presentes. Porém, o site do show diz que a apresentação vai incluir "alguns dos artistas contemporâneos mais populares".

 

Uma vereadora da cidade de Nova York quer homenagear o cantor Michael Jackson dando o nome do cantor à estação de metrô onde ele gravou o videoclipe da música "Bad". A vereadora Letitia James quer a colocação de uma placa na estação Hoyt-Schermerhorn, no Brooklyn, ou que o nome "Jackson" seja adicionado ao nome da estação, segundo o jornal New York Post.

 

O porta-voz da Autoridade de Transporte Metropolitano, Kevin Ortiz, disse nesta segunda-feira que é pouco provável que a proposta seja aceita. Segundo ele, agência proíbe a colocação de placas nas estações, mas está desenvolvendo um guia para a nomeação desses locais.

 

Michael Jackson, que morreu em 25 de junho último, gravou o videoclipe, dirigido por Martin Scorsese, na estação do Brooklyn em 1987. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

 

Página do mandado de busca e apreensão aos escritórios do médico Conrad Murray. Reuters.

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