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Dona Canô morre aos 105 anos

Claudionor Veloso esteve internada até a última sexta-feira (21)

O Estado de S. Paulo,

25 de dezembro de 2012 | 11h06

Claudionor Velloso, nacionalmente conhecida como Dona Canô, morreu na manhã desta terça-feira (25). A idosa, de 105 anos, esteve internada na Unidade Cardiovascular Intensiva do Hospital São Rafael, em Salvador, até a última sexta-feira (21). Na ocasião, Dona Canô havia sofrido um ataque isquêmico cerebral, que provoca redução do fluxo de sangue nas artérias do cérebro.

Dona Canô teria morrido em sua residência, em Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo baiano, por volta das 10 horas (horário de Brasília). Mãe de Caetano Veloso e Maria Bethania, ela também teve mais seis filhos –  dois adotados.

Em mensagem publicada no microblog Twitter, na manhã desta terça-feira, Caetano agradeceu a solidariedade de todos. Segundo o texto postado na rede social, o velório de Dona Canô será às 18 horas no Memorial Caetano (17 horas de Brasília). Ainda no horário local, a missa ocorre na quarta-feira (dia 26), às 9 horas, na igrreja da Purificação, e o enterro será no Cemitério de Santo Amaro, às 10 horas.

Canô sempre simbolizou alegria e viveu rodeada de muita gente. Quando se casou com José Teles Velloso - morto em 13 de dezembro de 1983, aos 82 anos -, que não gostava de festas, foi morar com mais de 20 pessoas na casa da família dele. Em Santo Amaro, constantemente recebeu muita gente em sua casa branca de janelas e portas azuis, onde atendia visitantes de toda espécie e origem, curiosos, fãs de seus filhos e dela também, com a mesma simpatia com que reunia os inúmeros amigos em festas embaladas por boa música, histórias, memórias, serestas na varanda, carurus de 5 mil quiabos e outros atrativos.

Sobre a arte de viver bem, a matriarca disse certa vez numa entrevista quando estava prestes a completar 103 anos: "Se há que tenho orgulho, isso é meu orgulho de dizer. Não acredito muito em orgulho não, acho uma palavra muito pesada. Mas se há, posso dizer que sou orgulhosa." Sua recomendação para o bem-estar permanente era não levar tudo "na ponta de faca": "Não precisa a pessoa ser boa, não, basta ser comedida".

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