Dois jurados lamentam ter absolvido Michael Jackson

Dois dos membros do júri que votaram a favor da absolvição do cantor Michael Jackson das acusações de abuso sexual de um menor, entre outras acusações, afirmam ter se arrependido de suas decisões.Os jurados Ray Hultman e Eleanor Cook, ambos com acordos pendentes para publicar livros, planejam apresentar-se na segunda-feira em novo programa de entrevistas Rita Cosby: Live and Direct da rede de televisão MSNBC.Em um anúncio publicitário de um programa matutino do canal NBC, a apresentadora Rita Cosby perguntou a Eleanor se os outros membros do júri se irritaram com ela."Podem se irritar quanto quiserem. Deveriam ter vergonha. Eles permitiram que um pedófilo fique livre", respondeu Eleanor, de 79 anos. Hultman, de 62 anos, disse que Rita estava indignada pela maneira como os outros membros do júri trataram o caso: "O que mais me impressionou foi o fato de as pessoas não tirarem a venda dos olhos o suficiente diante de toda a evidência que havia ali".Hultman disse previamente que, quando os jurados fizeram uma pesquisa anônima ao iniciar as deliberações, ele foi um dos três que votaram para condená-lo.Em 13 de junho, os jurados do julgamento de Michael Jackson absolveram por unanimidade o cantor de todas as acusações, inclusive a de que havia abusado sexualmente de um menino de 13 anos, embriagado o garoto com vinho e planejado para mantê-lo juntamente com sua família em seu rancho Neverland a fim de que participassem de um vídeo refutando o documentário de TV do jornalista britânico Martin Bashir que denegriu a imagem pública do cantor. No vídeo, Jackson dizia que gostava de dormir com crianças e não via nenhum mal nisso.Ao explicar os acontecimentos por meio de Eleanor e Hultman, LarryGarrison, que trabava com ambos em seus livros e em um filme para televisão, disse que todos os integrantes do júri"tinham um acordo e quando foram entrevistados no programa Larry King Live, tanto Eleanor comoRay já não puderam tolerar mais o que ocorria. Disseram: já é suficiente". Eleanor disse a Rita: "Naquele ambiente reinava o ódio e as pessoas estavam furiosas e nunca vi um clima como aquele". Em junho, Hultman disse para a The Associated Press sobre oVeredicto: "Não significa que seja um homem inocente. Não é culpado das acusações que pesam contra ele neste caso".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.