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Dois ícones mundiais do rock pesado dividem o palco no País

Os alemães do Helloween e os finlandeses do Stratovarius tocam juntos amanhã em São Paulo

Luís Fernando Bovo - Estadão.com.br,

05 de maio de 2011 | 16h27

Ícones do metal melódico, gigantes do rock pesado, expoentes do heavy metal. Qualquer um dos clichês pode ser usado para qualificar os alemães do Helloween e os finlandeses do Stratovarius, dois grandes nomes da música pesada que estão em turnê conjunta e fazem show em São Paulo nesta sexta, 6, no Credicard Hall.

As duas bandas são velhas conhecidas do público brasileiro. Ambos já tocaram por aqui quase uma dezena de vezes. O Helloween, inclusive, gravou um álbum ao vivo em uma de suas passagens pelo Brasil. A turnê conjunta acabou sendo uma boa ideia das bandas, já que a maioria dos fãs que gosta dos alemães também aprecia o Stratovarius.

O Helloween divulga o seu novo trabalho, 7 Sinners, lançado em outubro do ano passado. Mais pesado, pelo menos quatro canções do disco mais recente estão incluídas no set list desta turnê. "O público tem gostado das novas músicas", afirma o guitarrista e fundador do grupo, Michael Weikath, falando direto de Bogotá. Mas é claro que o grupo não vai deixar de fora os grandes clássicos, como Eagle Fly Free, Dr. Stein e Future World.

Além dele, formam o Helloween o vocalista Andi Deris, o baixista Markus Grosskopf, o guitarrista Sascha Gerstner e o baterista Dani Loeble. O músico é só elogios aos companheiros do Stratovarius. "Eles são grandes músicos e super bem-humorados", diz. Mas, para a tristeza dos fãs, as bandas não vão tocar juntas. "Estamos muito ocupados com a divulgação dos álbuns. Então não há como ensaiar ou planejar algo entre as duas bandas. Mas é uma ideia. Vamos pensar nisso, quem sabe no futuro."

Do outro lado, o Stratovarius também é só elogios aos companheiros do Helloween. "É excelente viajar com eles. Eu sempre fui fã da banda, especialmente dos primeiros álbuns. Nós fazemos um som similar. As duas bandas têm uma extensa carreira. Não há nada do que reclamar", afirma o vocalista Timo Kotipelto, também falando ao Estadão.com.br direto de Bogotá.

Os finlandeses estão divulgando Elysium, lançado em janeiro. A banda viveu maus bocados desde novembro, no início da turnê, quando o baterista Jörg Michael foi diagnosticado com câncer. Ele tinha um caroço no pescoço. Foi operado e já voltou à banda. Em janeiro, foi Timo quem perdeu a voz por conta de um bactéria. Também já está recuperado. "Toda a porcaria ficou para trás. Estamos preocupados apenas em tocar e fazer shows. Na verdade é isso que interessa", diz.

Além de Timo e Jörg, compõem o Stratovarius o tecladista Jens Johansson, o guitarrista Matias Kupiainen e o baixista Lauri Porra. O vocalista diz que o público tem recebido com empolgação o novo trabalho. "Estamos tocando três ou quatro músicas novas no show para promover o novo álbum. Mas também é claro que vamos tocar o material antigo", promete.

 

Michael Weikath, guitarrista e fundador do Helloween, fala sobre a turnê pela China e critica os downloads de músicas na internet

 

Como foi tocar em lugares como China, Coreia e Taiwan?

Foi surpreendente. Tínhamos uma ideia completamente diferente de como ia ser essa viagem. Foi nossa primeira vez nesses países. China é bem mais moderna do que parece. Lembra Varsóvia, mas não tão destruído nem tão suja. A arquitetura é bem interessante.

 

Você gosta de tocar com um cigarro? Aqui em São Paulo há uma lei anti fumo. O que você pensa disso?

É uma lei comum em outros países. Acho que no passado as pessoas que fumavam não se incomodavam com os outros. Hoje não é assim. Acho também que deveria haver salas para que as pessoas possam fumar. Mas penso que há problemas mais urgentes para serem resolvidos e preocuparem as autoridades, como as pessoas morando nas ruas, as crianças se prostituindo nos semáforos. Isso é mais importante, isso deveria ser combatido.

 

O que você acha de baixar músicas internet?

Sou completamente contra. Isso está matando as bandas. Está ficando impossível de produzir discos porque a indústria não investe mais nisso. Há fãs que não compram mais discos, que acham que a música é grátis, que baixam Cds dos vizinhos. O que eu faço é, se eu gosto de uma banda, eu compro o CD no iTunes ou na Amazon. Mas eu pago. Acho que deveria funcionar assim.

 

Timo Kotipelto diz que agora, depois de uma fase ruim, o Stratovarius está 100%. Abaixo, a entrevista com ele

 

Você diria que agora, depois de tudo que a banda passou, o Stratovarius está 100%?

Claro. Toda a porcaria ficou para trás. Agora que o nosso baterista foi reintegrado e a minha voz voltou, estamos preocupados apenas em tocar e fazer shows. Na verdade é isso que interessa.

 

Como é para você ver, no dia seguinte no Youtube, o show que você fez na noite anterior?

Estou acostumado com isso. No começo, algumas bandas criticavam isso. Agora é exatamente o oposto. É tão interessante para as bandas que nós mesmos fazemos isso. É uma coisa boa. Durante o show em Bogotá, por exemplo, eu vi muitas câmeras filmando a apresentação. Chegou uma hora em que eu mesmo estava filmando a multidão com o meu iPhone. Eu não me preocupo. Não somos 100% perfeitos. E acima de tudo é um show ao vivo. Isso é tocar ao vivo: algumas vezes cometemos erros, algumas vezes não.

 

Você concorda com as pessoas que baixam música na internet?

Uma coisa é certa: desde que esse negócio de baixar músicas começou, as vendas de CDs caíram assustadoramente. Isso afeta os trabalhadores da indústria fonográfica, que acabam perdendo os empregos. Mas também afeta as bandas, que ficam sem condições de gravar. Os álbuns não vão ficar tão bons quando poderiam porque a indústria disponibiliza menos recursos. As bandas estão recebendo muito pouco, às vezes quase nada, com as vendas de discos. Então elas têm de fazer mais e mais turnês. O que significa que há mais bandas fazendo turnê e, é claro, as pessoas não tem tanto dinheiro assim para ir a tantos shows. Então acaba sendo difícil para todas as bandas.

SERVIÇO

Helloween e Stratovarius

Dia 6, sexta-feira

Local: Credicard Hall - Av. das Nações Unidas, 17.981 - Santo Amaro - SP

Central de Vendas Tickets For Fun: 4003-5588

Ingressos: entre R$ 100 e R$ 300

Horário show: 22h

Classificação etária: não será permitida a entrada de menores de 12 anos; 12 anos e 13 anos: permitida a entrada (acompanhados dos pais ou responsáveis legais); 14 anos desacompanhados

Capacidade: 6948 pessoas

Abertura da casa: 1h30 antes do espetáculo

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