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Do amor ao cinismo, Phill Veras apresenta suas várias facetas

Com apenas 22 anos, o cantor e compositor maranhense mostra, em show, o repertório de seu primeiro disco

Marina Vaz , O Estado de S. Paulo

03 de dezembro de 2013 | 21h36

Phill Veras diz que ainda está “percebendo as coisas”. Percebendo como – em apenas um ano – conquistou admiradores ao lançar um EP pela internet; participou do projeto Prata da Casa, do Sesc Pompeia; e foi selecionado entre cerca de mil bandas para abrir um dos shows do Rock in Rio. Mais: trocou sua cidade natal, São Luís, por São Paulo; e produziu seu primeiro CD, Gaveta – cujo repertório ele apresenta, nesta quarta e quinta, em show no Sesc Pinheiros.

O nome do disco, que já está à venda pelo iTunes e deve chegar às lojas em janeiro, faz referência direta ao local onde o músico e cantor maranhense guarda as canções que compõe desde os 14 anos. Mas o repertório não se restringe a canções tiradas da gaveta – também há criações recentes, feitas já durante sua fase paulistana. “Aqui tem um lance de solidão, de eu passar muito tempo sozinho no apartamento; e isso me influenciou a compor muito, e de um jeito mais sereno, pensando nas coisas com mais calma”, diz o artista de 22 anos.

Entre as canções mais novas, está Bella, que Phill considera um pouco mais experimental, com arranjos que usam sintetizadores. Ainda assim, tanto nela quanto nas outras 12 faixas, predominam melodias suaves, como baladas. “É um disco leve, apesar de ser um pouquinho mais agressivo do que o Valsa e Vapor (seu primeiro EP, com cinco músicas), que era suave ao extremo, quase como canções de ninar. Neste, os pianos estão mais pesados, tem mais distorções na guitarra, mas não deixa de ser pop.”

A delicadeza e a simplicidade das melodias também se refletem nas letras. “Eu gosto de compor mais pela harmonia da música, e a letra vem em consequência; eu não me considero um bom letrista”, diz, sem filtros. Mas basta ouvir algumas de suas músicas para discordar.

Por elas, passam histórias de amor vividas sob ângulos bem diferentes. Há um sentimento solto e descompromissado, que não tem “pressa pra eternidade”, em Se Depender de Mim. Ou o término conformado de Já Vou Tarde (“Viver contigo arde/ Mas guarde seus gritos para o rapaz/ Que for amar mais tarde”). E até espaço para certo cinismo e deboche, em músicas como Basta a Coragem. “É uma mistura de muita coisa, de muita vida”, resume Phill, de um jeito despretensioso e poético.

Acompanhado por uma banda que inclui músicos como o guitarrista e produtor do disco Memel Nogueira, o cantor apresenta, nos shows, não só canções do álbum Gaveta, mas também de Valsa e Vapor (disponível para download grátis em www.amusicoteca.com.br).

As apresentações vão funcionar como um ensaio para a gravação de seu primeiro DVD ao vivo, no histórico Teatro Arthur Azevedo, em São Luís, no dia 14 de fevereiro. Sim, da gaveta de Phill ainda pode sair muita coisa. Mas talvez ele ainda nem tenha percebido isso.

PHILL VERAS

Sesc Pinheiros. Rua Paes Leme, 195, Pinheiros, 3095-9400.

Quarta e quinta, 20h30. R$ 16.

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