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Discos de vinil batem a barreira do milhão no Reino Unido pela primeira vez desde 1996

'The Endless River', do Pink Floyd, alcançou boas vendas no formato

EFE

28 de novembro de 2014 | 10h41


LONDRES - A venda de álbuns de vinil no Reino Unido superou pela primeira vez desde 1996 a marca de um milhão de exemplares vendidos no ano, segundo informou nesta quinta-feira, 27, a companhia britânica responsável pela elaboração de listas de popularidade de música e vídeo.

A cifra, publicada pela Official UK Charts Company, superou os 780.674 discos do formato vendidos em 2013 e mostra um regresso inesperado do vinil em uma indústria dominada há décadas pelo formato digital.

A boa acolhida que teve o lançamento na semana passada de The Endless River, último disco da banda britânica Pink Floyd, que vendeu 6 mil cópias em uma semana, contribuiu para que se superasse pela primeira vez em dezoito anos a barreira do milhão.

Um número, porém, que fica ainda muito longe das cerca de um bilhão de reproduções que teve, na mesma semana, o último disco da banda britânica One Direction na plataforma digital Spotify.

“Em uma era na que todos falamos de música digital, o feito de que esses artefatos tão bonitos tenham voltado tão populares é fantástico”, disse Martin Talbot, diretor da Official UK Charts Company à BBC Radio 5.

“Há cinco anos, o negócio dos vinis tinha um valor de três milhões de libras anuais (US$ 4,6 milhões), e agora está perto de 20 milhões de libras (US$ 31 milhões)”, acrescentou Talbot.

O disco de vinil mais vendido de 2014 é AM, da banda britânica Arctic Monkeys, lançado ano passado, seguido de Lazaretto, de Jack White, e The Endless River, que em apenas uma semana atingiu o terceiro lugar.

Grupos como o Arctic Monkeys ou o The Killers ajudaram este tipo de formato “a voltar à moda”, nas palavras de Gennaro Castaldo, porta voz da Indústria Fonográfica Britânica (BPI).

“Muitos de nós demos por perdido o vinil há algum tempo, um objeto obsoleto, mas graças a essas bandas este formato voltou a estar na moda”, apontou Castaldo.

“A diferença entre o vinil e os outros formatos atuais é a forma de apresentação, quase como uma obra de arte. Enquanto que graças à tecnologia os formatos vão melhorando, o vinil não entra nessa categoria porque é algo mais que isso: é arte”, disse.

Segundo a BPI, se espera que o número de vendas siga aumentando e chegue a 1,2 milhões de exemplares, o que seria o número mais alto desde os 1,41 milhão a que se chegou há 19 anos.

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