Disco da Osesp recupera Camargo Guarnieri

A Orquestra Sinfônica do Estado deSão Paulo lança nesta quinta-feira, a partir das 19h30, seuprimeiro disco feito em parceria com o selo sueco BIS, com obrasde Mozart Camargo Guarnieri. Logo em seguida, dando continuidadea sua temporada e sob regência do finlandês Petri Sakari, aorquestra interpreta a Sinfonia Clássica de Prokofiev", oConcerto n.º 3 K216, para violino e orquestra, de Mozart, ea Sinfonia n.º 6, de Jean Sibelius.O disco com as sinfonias n.º 2 e n.º 3, mais a AberturaConcertante, de Camargo Guarnieri, foi gravado na Sala SãoPaulo no início de 2001. "O disco já estava pronto há cerca desete meses, mas só agora o selo resolveu pôr no mercado", diz omaestro. "É um dos nossos maisimportantes compositores e acredito que demos um primeiro passoimportante em direção à gravação da integral de suas sinfonias", completa.Segundo o maestro, a gravação também mostra que a orquestra estáno caminho certo em direção à "normalidade" em sua rotina."Gravar, fazer turnês, ter uma temporada com 5 mil assinantes,tudo isso faz parte da rotina de qualquer grande orquestra."Quanto às assinaturas, Neschling adianta que, para o ano que vem, já estão sendo estudadas formas de ampliar o número deapresentações, para poder suprir a procura do público.A questão é que, com as assinaturas, praticamente metade dalotação para todos os concertos já está esgotada mesmo antes doinício da temporada. Projetos - Após essa primeira gravação, a orquestra járecebeu outras vezes na Sala São Paulo a equipe sueca do BIS. Jáestá pronta, por exemplo, a gravação da ópera Jupyrya, deFrancisco Braga, gravada no meio de 2001 por Neschling e umelenco composto, entre outros artistas, pelas sopranos ElianeCoelho e Rosana Lamosa e o barítono inglês Philipp Joll."Acreditamos que, até a turnê pelos Estados Unidos em outubro,o disco deve chegar às lojas brasileiras." O disco com assinfonias de Camargo Guarnieri já está no mercado europeu háaproximadamente um mês e, no Brasil, custará cerca de R$ 40, umavez que - já que a BIS não conta com distribuidor brasileiro -está tendo de ser importado da Europa.Ao todo, a Osesp assinou com o BIS um contrato de 12discos, sempre com peças de autores brasileiros. Está prevista,por exemplo, a gravação da integral das BachiannasBrasileiras, de Villa-Lobos, projeto que deve ser regido porRoberto Minczuk, diretor artístico adjunto do grupo, que jácomeça, este ano, a interpretar algumas delas ao longo datemporada de concertos. As sinfonias de Villa-Lobos, assim comoO Maracatu de Chico Rei, de Francisco Mignone, também estãonos planos da orquestra.Neschling lembra, porém, que "o BIS tem insistido na gravaçãotambém do repertório internacional". Nesse caso, a intenção domaestro é dar "atenção especial" a obras de autores do século20.

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