Dio, o mestre do metal, lança novo álbum no Brasil

Encarregado da difícil tarefa de substituir Ozzy Osbourne no Black Sabbath, em 1979, Ronnie James Dio, ex-Rainbow, toca, hoje à noite, com sua banda no Claro Hall, no Rio de Janeiro. Amanhã, Dio lança em show em São Paulo, no Credicard Hall, o seu novo álbum, Master of the Moon. Quem ouviu Dio no Sabbath (ele ficou na banda até novembro de 1982, após um desentendimento com o guitarrista Tony Iommi) é seu fã de carteirinha até hoje. Quem o ouviu depois, em carreira-solo, também venera os vocais potentes desse baixinho agitado, espécie de leprechaum do heavy metal, nascido em Cortland (NY), em julho de 1949. O show dele é de rock straight, sem firulas, sem mosh, sem stage diving. Além da voz potente, Dio também sempre vem com uma escolta da pesada. Desta vez, seus músicos são Craig Goldie (guitarra), Rudy Sarzo (baixo, ex-baixista de Ozzy Osbourne e Whitesnake), Simon Wright (bateria, ex-AC/DC e UFO) e Scott Warren (teclados). No repertório, músicas consagradas como Wild One, My Eyes, Hear´n Aid Stars, Dream Evil, Fever Dreams e Turn To Stone. Dio concedeu breve entrevista ao Estado, por e-mail. Estado - Há quatro anos você esteve no Brasil como convidado do Deep Purple, em um concerto com uma orquestra, sob a regência de Paul Mann. Críticos disseram que você roubou o espetáculo com alguns números. Pode-se dizer que você está no seu auge artístico? Ronnie James Dio - Espero que não. Porque senão eu já teria dado tudo que eu poderia dar. Tento sempre ser melhor e acho que estou definitivamente crescendo neste momento.Estado - O que você acha que é o maior desafio na cena do heavy metal hoje em dia? O maior desafio é desenvolver-se, avançar. O tempo para desenvolver tem sido drasticamente reduzido. Se você não fizer sucesso com o primeiro disco, a chance de fazer um segundo é provavelmente zero. É também muito difícil fazer sua música ser ouvida no grande leque de rádios.

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