Foto: Foto 5/ Leo Aversa
Foto: Foto 5/ Leo Aversa

Diante de uma plateia lotada em SP, Tribalistas uniu hits e visual primoroso em show afetuoso

Em show com ingressos esgotados no Allianz Parque, prevaleceram as músicas mais lentas, deixando os hits mais dançantes para a parte final

Adriana Del Ré, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2018 | 02h58

Os Tribalistas já estavam com o jogo ganho antes mesmo de subir ao palco do Allianz Parque, em São Paulo, na noite deste sábado, 18. Afinal, boa parte da plateia que lotou o estádio, estimada em 45 mil pessoas, esperou 15 anos pela turnê do projeto criado por Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Carlinhos Brown. E esgotar os ingressos de um estádio como o Allianz não é para qualquer artista. 

Com uma apresentação situada entre a afetividade e o alto astral, os tribalistas Arnaldo, Marisa e Carlinhos montaram um repertório em que prevaleceram as músicas mais lentas e deixaram uma parcela dos hits mais dançantes para a parte final, ao emendar Trabalivre, Passe em Casa, Já Sei Namorar - as três canções vêm logo na sequência das baladas Amor I Love You e Depois, e são seguidas pelo bis Velha Infância e Tribalistas

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O ritmo mais  desacelerado que domina o show é um convite à contemplação não só do repertório em si, como ainda ao visual primoroso do show, desde a cenografia e as projeções até os figurinos coloridos e cintilantes dos três (que eles trocam algumas vezes durante o show). De encher os olhos. 

Sobre o palco, Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Carlinhos Brown se posicionam nessa exata ordem, acompanhados por seus músicos logo atrás. Com o trio cantando, cada um tem um papel mais ou menos definido: Arnaldo é o performático, Marisa fica a cargo dos instrumentos de corda e Carlinhos à frente da percussão. 

O turnê estreou em Salvador, e, em São Paulo, diante de um mar de gente, Arnaldo disse ter ficado feliz de o show ter chegado à sua cidade. Com duas horas de duração, a apresentação começou com 17 minutos de atraso, com a canção-manifesto Tribalistas (a mesma que fecha o show), e prosseguiu combinando hits do primeiro disco dos Tribalistas, de 15 anos atrás - mas ainda na ponta da língua do público -, músicas do recente segundo disco, como Diáspora e Fora da Memória, e também algumas composições feitas pelo trio fora dos Tribalistas, como Universo ao Meu Redor, Infinito Particular, Não é Fácil e Água Também é Mar (esta, a primeira parceria dos três), todas nos discos de Marisa.

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Houve momentos especiais, como na canção Depois, que inspirou uma onda de luzes de celulares ligados na plateia (substituindo aquela antiga imagem dos isqueiros acesos), e Velha Infância, Já Sei Namorar e Aliança acompanhadas em coro pelo público. 

Um show para se sair com a alma leve, um sorriso no rosto e alguns hits rodopiando na cabeça por horas e horas. 

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