Diana Krall traz seu jazz-pop refinado ao Brasil

Diana Krall situa-se ao lado de Norah Jones e Jane Monheit como uma das queridinhas do jazz-pop contemporâneo. Elegante, bonita, boa pianista e intérprete refinada, ela desembarca pela terceira vez em São Paulo, acompanhada de Anthony Wilson (guitarra), Emmanuel Riggins (bateria) e Robert Hurst (baixo), para duas apresentações na Via Funchal. Com ingressos que de R$ 120 a R$ 500, seu show é a segunda atração da série Divas do Jazz, que trouxe a texana Norah Jones, em dezembro. Diana vem mostrar basicamente o repertório de seu CD mais recente, o intimista The Girl in the Other Room. Quando esteve no País da última vez, conta que ficou emocionada quando a platéia a acompanhou numa canção de Tom Jobim, num show no Bourbon Street. Seu álbum The Look of Love (2001) tem levadas de bossa e Dori Caymmi entre os músicos. Ela gravou também uma participação no álbum Brazil, da cantora Rosemary Clooney, tocando piano no standard Garota de Ipanema, de Tom e Vinicius. Desta vez, porém, não vai cantar nada brasileiro. "Adoro bossa nova. Ouvi muito Jobim, Elis e principalmente João Gilberto, mas desta vez vou me concentrar nas canções do novo disco." Também deve revisitar alguns de seus clássicos prediletos, como All or Nothing at All. Aproveitando a ocasião, a gravadora Universal lança o DVD Live at the Montreal Jazz Festival, basicamente o show que os brasileiros verão desta vez. Depois de São Paulo, ela se apresenta em Curitiba (sábado), Brasília (domingo), Porto Alegre (segunda) e Rio (terça). Elegante, bonita, boa pianista e intérprete refinada, Diana é íntima do piano desde os 4 anos. Nasceu em Nanaimo, na costa oeste canadense. Seu pai era pianista amador, saxofonista bissexto e fã de jazz dos anos 20 e 30. Diana, que ouve discos daquele período até hoje, cresceu ao som de Fats Waller, Nat King Cole, Carmen McCrae e Earl "Fatha" Hines, entre outros. Estudou na conceituada Berklee College of Music, em Boston, nos Estados Unidos. Lançou seu primeiro álbum, Stepping Out, em 1993, aos 29 anos, pelo pequeno selo canadense Justin Time. Um ano depois, já morando em Nova York, passou a freqüentar o circuito de clubes de jazz. Começou a chamar a atenção no disco seguinte, Only Trust Your Heart (1995. O salto para a popularidade veio com When I Look in Your Eyes, de 1999, grande marco de sua carreira, que lhe rendeu dois Grammys e 52 semanas no topo da parada de jazz da Billboard. Em 2001 lançou talvez seu trabalho mais ambicioso e mais comercial, o romântico The Look of Love, com arranjos de Claus Ogerman e acompanhamento da London Symphony Orchestra. Vendeu 1 milhão de cópias. O novo The Girl in the Other Room vem com traços da maturidade. Ela não faz nada que os puristas classificam de estritamente jazzístico, mas também não se considera uma pop star. Consegue, porém, um equilíbrio que a faz duplamente atraente. A confirmar a previsão de seus mestres.Serviço - Via Funchal (3.076 lugares). R. Funchal, 65. V. Olímpia, tel: 3038-6698. Hoje e amanhã, 21h30. R$ 120 a R$ 500. CC.: D, M e V. Manobr.: R$ 15

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