Dez discos imperdíveis do primeiro semestre de 2012

Novos de Black Keys, Frank Ocean, Jack White e Florence and The Machine são destaques

Efe,

24 de julho de 2012 | 14h26

Os destaques musicais da atualidade parecem não fazer questão de seguir padrões, como comprova esta eclética lista de dez álbuns que devem ser ouvidos antes da chegada dos já tradicionais lançamentos de Natal, aqueles que costumam chegar ao mercado a partir do mês de setembro.

 

 

EL CAMINO, DE THE BLACK KEYS (WARNER).- Lançado no final de 2011, o último álbum do duo formado por Patrick Carney (bateria) e Dan Auerback (vocal e guitarra) aparece como um dos trabalhos mais inspirados dos últimos meses, graças a sua combinação de rock'n'roll de Nashville, soul e um pouco de psicodelia e extravagância, como mostra a canção do ano, Lonely Boy.

 

 

BLOOM, DE BEACH HOUSE (SUB POP).- Composto por Victoria Legrand e Alex Scally, o duo americano é responsável pelo álbum que tem arrancado elegios do mundo todo. Reunindo dez canções pop, o álbum Bloom, como seu título já indica, deixa florescer uma sonoridade com mais vigor a partir da metade do percurso.

 

 

- BLUNDERBUSS, DE JACK WHITE (THIRD MAN RECORDS/XL RECORDINGS).- O reconhecido autor de Seven Nation Army e ex-White Stripes surpreende na estreia de sua carreira solo. Neste novo disco, profundamente pessoal, o musico trabalha o desencanto de quem foi e ainda é uma das personalidades musicais mais originais e influentes dos últimos anos.

 

 

- CEREMONIALS, DE FLORENCE AND THE MACHINE (UNIVERSAL).- O produtor Paul Epworth, responsável por grande parte do sucesso de 21, de Adele, coordena o segundo trabalho de Florence Welch, que, por sua vez, se mostra em estado de graça. Com a música Spectrum, ela acaba de conseguir seu primeiro número um no Reino Unido, mas o álbum ainda tem mais, muito mais.

 

 

- BORN TO DIE, DE LANA DEL REY (UNIVERSAL).- Após todo o barulho midiático que rodeou seu lançamento, pode se dizer que o disco do último grande fenômeno surgido da internet constitui uma coleção de canções retrô, sólidas e elegantes, que abordam amores e desamores e são ideias para acompanhar um pôr do sol com pose de Jackie Kennedy Onassis.

 

 

- CHANNEL ORANGE, DE FRANK OCEAN (UNIVERSAL).- O terceiro melhor na classificação musical Sound of 2012, elaborada pela BBC, corresponde a todas suas expectativas. Sua voluntária "saída do armário" não ofuscou o lançamento de seu disco de estreia, um álbum de soul à moda antiga e capaz justificar todos os elegios que vem recebendo da imprensa britânica nos últimos dias. Genial é um deles.

 

 

- THAT'S WHY GOD MADE THE RADIO, DE THE BEACH BOYS (EMI).- Quebrando um silêncio de quase duas décadas, o novo álbum de estúdio dos Beach Boys, que marca o retorno de Brian Wilson ao grupo, corresponde às expectativas daqueles que buscam um som nostálgico, mas de cara nova.

 

 

- WRECKING BALL, DE BRUCE SPRINGSTEEN (SONY MUSIC).- Influenciado pelo folk tomado da música celta e pelo soul, o Boss apresenta o disco da crise econômica, sem perder seu vigor. Desta forma, o disco é indicado para quem queira libertar frustrações e ouvir um dos melhores lançamentos do americano.

 

 

- DANCE AGAIN: THE HITS, DE JENNIFER LÓPEZ (SONY MUSIC).- Não podia faltar um disco dançante nesta lista, e ninguém melhor para assumir essa linha do que JLo, que, após o sucesso de Love?, repassa nesta compilação suas principais composições. Além de animadas, as faixas reunidas neste disco também flertam com dance, hip-hop, R&B e, é claro, com a música latina.

 

 

- EL REENCUENTRO, DE RAPHAEL (SONY MUSIC).- Raphael recupera sua magia ao reencontrar seu compositor fetiche, Manuel Alejandro, depois de quase 30 anos de Digan lo que digan e Qué sabe nadie. Assim como o single Eso que llaman amor, o disco exalta romantismo em seu repertório.

 

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