Dez canções infalíveis para o Dia dos Namorados

Elas ainda tocam nas rádios da madrugada desde que foram lançadas, muitas nos anos 70; um poder da onipresença que as faz atuais até hoje

O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2016 | 05h00

As rádios da madrugada, ou love radios, os colocam em sequência ininterrupta desde os anos 1970, um fenômeno da onipresença que nem os Beatles conquistaram. Não são considerados nem roqueiros, por serem melancólicos demais, nem românticos, por não seguirem padrões de gênero. E não são necessariamente contemporâneos nem seguem exatamente o mesmo estilo. Os anos 80 os batizou de AOR, sigla que teve origem da ideia dos “álbuns orientados para as rádios”. E assim foi. Flutuando pelas frequências moduladas entre as 2h e 5h da manhã, estas canções criaram a própria noção de nostalgia e, juntas, aumentaram a população mundial em milhões de habitantes, tamanho seu poderio testosterônico. Se podem ter um dia que as homenageie, ele é o Dia dos Namorados, no próximo 12 de julho, mesmo que basta esperar as 2h e ligar o rádio para ouvi-las.

1. Marvin Gaye

Seu berço foi a emblemática gravadora Motown, pelos anos 60 e 70. Um vídeo o mostra tocando bateria em um show fama internacional durante os anos 60 e 70 como um artista da gravadora Motown. Gravou com Diana Ross e desenvolveu uma das maiores interpretações durante o desenvolvimento da soul music nos Estados Unidos. Let’s Get It On, ao lado de Sexual Healing, é um de seus maiores sucessos.

Lets Get It On (Marvin Gaye)

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2. Lionel Richie sempre agradece em suas entrevistas o fato de ter encontrado os rapazes dos Commodors nos anos 70. Era um baita grupo, mas que não suportou o golpe da saída de Richie em 1983. Ele vinham fazendo hit após hit, como Still, Machine Gun e Three Times A Lady desde o final dos anos 60, quando foram convidados para abrir os shows do Jackson Five, de Michael Jackson. Seu maior sucesso foi este, Easy

Easy (Commodors)

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3. Os rivais dos Commodors foram os Manhattans, que ganharam o mundo em 1976 com Let’s Just Kiss and Say Goodbye. O grupo existiu até o começo dos anos 2000, quando circulava pelos palcos em duas versões de formação. Fizeram fama e dinheiro com Shining Star e Forever by Your Side. Edward ‘Sonny’ Bivins, líder e membro fundador do grupo, morreu dia 3 de dezembro de 2014, aos 78 de idade. Mas era de Winfred Blue Lovett, cantor e baixista original, que também morreu aos 78 anos, no dia 9 de dezembro de 2014, a voz grande de Kiss and Say Goodbye.

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4. Ouvindo Christopher Cross nas love radios dos anos 80 era difícil imaginar suas habilidades na guitarra. Pois elas foram usadas até a serviço do Deep Purple, em uma substiuição ao guitarrista Richie Blackmore. O baladeiro Christopher sempre falou que teve como maiores influências os californianos do Beach Boys e a cantora Joni Mitchell. Sua música Sailing é uma das mais tocadas do segmento AOR.

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5. Se no Brasil ele ainda carece de descobertas, Billy Joel é recebido em seus shows nos Estados Unidos com uma comoção inacreditável. Outro craque das românticas da madrugada, o Elton John norte-americano já vendeu quase 80 milhões de discos desde 1973, quando chegou com Piano Man. Sua produção terminou em no início dos anos 90, mas seu passado ainda lhe garante estádios lotados em turnês sobretudo pelos Estados Unidos. Jus The Way You Are é indispensável nos shows. 

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6. Carole King nasceu como Carole Klein em 1942 no Brooklyn, Nova York. Seu primeiro grande sucesso veio com o álbum Tapestry, em 1971, que ficou nas paradas por quinze semanas em 1º lugar. A premiada Its Too Latea ajudou a ganhar reconhecimento mundial

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7. Os ingleses do Spandau Ballet chegaram ao auge nos anos 80. Intitulada em 1979 como The Makers, o guitarrista e compositor Gary Kemp e seu irmão, o baixista Martin Kemp mudaram para Spandall Ballet ao verem a expressão pichada em um muro de Londres. True é seu maior sucesso

8. O synthpop do Information Society estourou nas danceterias dos anos 1980. Suas influências mais visíveis são de grupos da música eletrônica dos anos 70 e 80 e seus maiores acertos foram Running, de 1985, Repetition, de 1989, e What's on Your Mind (Pure Energy). Entre 2009 e 2014, eles fizeram várias turnês pelo Brasil.

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9. O grupo britânico Tears for Fears defendeu seu som na new wave da primeira metade dos anos 80. [1]Seus fundadores foram Roland Orzabal (voz e guitarra) e Curt Smith (voz e baixo). Sua presença forte fora da Inglaterra se deu graças ao movimento batizado de Segunda Invasão Britânica nos Estados Unidos, impulsionada pelo fenômeno da MTV.[/1] Eles já venderam, até hoje, mais de 30 milhões de discos pelo mundo

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10. Stevie Wonder não é um produtor de hits da madrugada. Seria redutor à sua genialidade chamá-lo assim. Mas a madrugada chega e lá est-á ele, Stevie, com Overjoyed comprovando a capacidade de falar com qualquer público usando sua linguagem elaborada e, ao mesmo tempo, impressionantemente sofisticada. Esta é uma de suas baladas mais belas.

 

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