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Dez anos depois, como andam os artistas escalados do Rock in Rio

'Estado' dá uma 'geral' na situação dos dinossauros escalados como maiores atrações de cada noite

Roberto Nascimento , O Estado de S. Paulo

17 de setembro de 2011 | 07h00

É justo que um megafestival dedique parte de sua programação a heróis consagrados. Não fosse assim, haveria uma onda ininterrupta de pop açucarado garantindo as receitas de SWU, Rock in Rio e Planeta Terra.

Mas para quem gosta de show e não vê graça em Rihanna nem em Katy Perry, as dúvidas que pairam sobre um investimento de R$ 190 (por dia, no caso do Rock in Rio) podem ser: será que Elton John ou Stevie Wonder ainda cantam como antigamente? Será que o Coldplay ficou acomodado? Será que o Metallica, que há tempos não lança um grande disco, ainda tem o peso de antigamente? É lógico que sempre há fãs que comparecem, faça chuva ou sol, haja vexames ou apresentações memoráveis.

Para o ouvinte não obcecado, no entanto, existe a incerteza, que anda de mão em mão com a possibilidade de presenciar a genialidade longeva de um mestre; de ser surpreendido pelo fôlego e pela entrega de uma banda consagrada por discos e anos de turnê; de assistir à maturação de um nome que ainda dá as cartas no Olimpo do pop.

Para quem vai à Cidade do Rock, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio, entre os dias 23 de setembro e 2 de outubro, estes dilemas serão encenados com nomes como Stevie Wonder, Metallica, Guns n’ Roses, Coldplay, Shakira, Elton John e Red Hot Chili Peppers. Trata-se de figuras carimbadas, que nada têm a provar, mas se tivessem provavelmente fariam os melhores shows da noite. A seguir, o Estado dá uma geral na situação dos dinossauros escalados para serem as maiores atrações de cada noite.

RED HOT CHILI PEPPERS

A banda deve uma boa apresentação no Rock in Rio, depois do show preguiçoso de 2001. Mesmo após a saída do mítico John Frusciante da guitarra, chegou Josh Klinghoffer, que segue a receita do antecessor com esmero, no novíssimo I’m With You, lançado com show nos cinemas de todo o mundo.

COLDPLAY

As palavras ‘cold’ e ‘play’ resumiram a inexpressividade do show do mega grupo de Chris Martin, no Morumbi, em 2010. O que é de se esperar, pois fora a épica Viva la Vida, o som da banda nunca foi de ferver. Deve entreter o Rock in Rio com polidez britânica, sem causar muito furor.

ELTON JOHN

A grande fase de Elton foi mesmo nos anos 70, mas a dignidade de seus shows não se perdeu com os anos. Elton canta Tiny Dancer e Your Song sempre como se fosse a primeira vez e não deixa hits de fora. O que fica faltando é ousadia para tocar músicas de ‘álbuns B’ como Peachtree Road, de 2004.

STEVIE WONDER

Aos 61, ‘Stevie Maravilha’ ainda arrebata multidões. Presenciá-lo ao vivo é como ir a Meca: um ato de peregrinação para os que já bateram pés ou palmas ao som da música negra americana. A apresentação tem momentos mornos, mas a reta final é incendiária.

METALLICA

Assim como o Iron Maiden, o Metallica envelheceu sem diminuir a intensidade ao vivo. Há vinte anos que os discos não têm a força arrebatadora de Kill Them All, Master of Puppets e ...and Justice For All, mas, no palco, Kirk Hammet e Lars Ulrich não deixaram de ser chumbo grosso.

GUNS N' ROSES

Sem nenhum de seus parceiros originais, a banda de Axl Rose é mais um cover do que qualquer outra coisa. Não obstante, deve lotar o festival, mesmo que já tenha vindo em 2010, quando uma garrafa d’água arremessada em Axl foi a estrela do show.

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