Desta vez, acordo não livra Jackson das investigações

Em 1993, quando foi acusado de molestar um garoto de 13 anos, Michael Jackson conseguiu fazer uma acordo milionário (mais de US$ 15 milhões, especula-se) com a família e evitar o processo. Desta vez, será diferente. Segundo um promotor, acordo nenhum poderá livrar o cantor de ser investigado por conta das novas acusações de abuso sexual infantil, reveladas oficialmente ontem.O motivo é uma alteração na lei que regula o tema na Califórnia, cuja aprovação, ironicamente, foi justamente incentivada pelo episódio de 1993. Naquele ano, o caso foi arquivado quando a vítima se negou a testemunhar. Mesmo com a alteração da lei, a Justiça não pode obrigar menores a depor, mas agora pode intervir nas ações civis e suspender acordos financeiros. O resultado, segundo um promotor de Santa Barbara, é que as vítimas acabam colaborando com a Justiça.A Justiça espera que o cantor se entregue hoje. Ontem, foi confirmada a ordem de prisão contra o cantor. De Las Vegas, segundo assessores, ele negocia sua rendição. A fiança foi fixada em US$ 3 milhões.Veja Galeria de FotosLeia também: Exatos dez anos atrás, Michael Jackson era notícia no Estado. Este era o título: Michael Jackson tentará terapia para curar vício. Anunciava-se que ele trabalharia 15 horas diárias, por um período de tempo indeterminado, para tentar curar-se da crise que provocou a interrupção de sua turnê mundial Dangerous. Leia no Diário do Passado.

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