Depois do samba, a música clássica

Quem quiser garantir lugar nas salas de concerto para a temporada que começa na segunda quinzena de março deve se apressar. No caso da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), que realiza a maioria de suas apresentações na Sala São Paulo, a venda das assinaturas anuais termina depois de amanhã. Conduzida pelo maestro John Neschling, a Osesp se tornou um fenômeno de público: até agora já foram vendidas 6.742 assinaturas, quase duas mil a mais do que no ano passado. Estão programados, em 2003, 38 concertos da orquestra na Sala São Paulo Para Neschling, não há como destacar um ou outro concerto da temporada. "A principal atração é a programação inteira, que está bem diferenciada e pode agradar os mais diferentes públicos", diz. Apesar dessa homogeneidade defendida pelo maestro, é possível identificar alguns destaques entre os 38 concertos. Parece imperdível, por exemplo, a regência do alemão Kurt Masur para a Sinfonia 4 (de Brahms) e Abertura Egmont (de Beethoven), nos dias 31 de julho e 2 de agosto. Outro espetáculo que deve premiar os assinantes da temporada da Osesp é Édipo Rei, de Stravinsky, que será apresentada nos dias 3 e 5 de abril com regência de Roberto Minczuk e narração do ator Walmor Chagas. A mesma obra será apresentada pela Orquestra Experimental de Repertório com regência de Jamil Maluf, no Teatro Municipal (nos dias 13, 14 e 15 de junho), e a comparação das duas interpretações certamente vai entreter os iniciados em música clássica. A temporada do Municipal oferece ainda montagens atraentes para outras três óperas, todas regidas por Ira Levin: Falstaff (de Giuseppe Verdi, nos dias 21, 23, 25, 27 e 29 de maio); Lohengrin (de Wagner, nos dias 15, 17, 19, 21 e 23 de agosto); e Salomé (de Richard Strauss, 24, 26, 28 e 30 de outubro e 1 de novembro). Mais modestas em números de concertos, as programações dos teatros Bank Boston, Cultura Artística e Renaissance e da entidade Mozarteum também trazem atrações de peso. Na série Noites Especiais do Bank Boston - que se concentra em apresentações com formação de câmara -, o destaque maior é a soprano norte-americano Barbara Hendricks, velha conhecida do público brasileiro. "Mas dessa vez, ela vem para se apresentar com um trio e vai mostrar um repertório pelo qual ela tem muita motivação artística", orgulha-se o diretor artístico Roberto Ring. "Todas as outras vezes, ela fez coisas grandiosas, acompanhada de orquestras." Pela Mozarteum, duas atrações dividem o centro das atenções: o pianista suíço Rudolf Buchbinder, especialista em Beethoven (que se apresenta nos dias 1, 2 e 3 de setembro), e o violinista alemão Frank Peter Zimmermann (que tocará 16, 17 e 18 de outubro). Para quem gosta de músicos prodígios, a melhor sugestão é a apresentação da violista inglesa Chlöe Hanslip, de 15 anos, que está na programação de outubro, do Teatro Renaissance. E, finalmente, com regência de Fabio Biondi, o conjunto italiano Europa Galante oferece uma leitura para as obras de Scarlatti e Pergolesi - que deve lavar a alma dos amantes do barroco em junho e é uma das principais atrações do Cultura Artística em 2003. Serviço: Sala São Paulo (Osesp) - informações pelo tel.: 3351-8200; Teatro Municipal - tel.: 3334-1165; Teatro Cultura Artística - tel.: 3256-0223; Mozarteum - tel.: 3815-6377; Bank Boston - tel.: 3081-1911; Teatro REnaissance - tel.: 3069-2233.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.