Depois do Grammy, Lenine quer os EUA

Está certo que o Grammy conquistado pelo cantor e compositor pernambucano Lenine, semana passada na terceira edição do Grammy Latino, era de uma categoria exclusivamente brasileira. Mas o fato de ter recebido a premiação de Melhor Álbum Pop Contemporâneo com Falange Canibal revela como esse músico - que incorporou elementos da música regional nordestina e da toada pop - está cada vez mais em evidência. Mas há outro motivo para comemorar. A música A Medida da Paixão, dele e Dudu Falcão, foi regravada pela cantora chilena Cecilia Echenique em seu novo disco. Na entrevista que deu ao JT, Lenine fala da emoção que sentiu ao saber que recebeu o Grammy durante um show que fazia. Jornal da Tarde - Qual a sensação de fazer show no mesmo dia que foi premiado pelo Grammy latino? Lenine - A apresentação não muda muito. Qualquer prêmio é bacana porque é uma confirmação de um trabalho que não é só meu - é também do (produtor) Tom Capone e de todo mundo que se envolveu na feitura de Falange Canibal. Você esperava ganhar? Não esperava e esse sabor da surpresa é um incentivo para continuar trabalhando com as mesmas intenções. O prêmio pode abrir portas para você no mercado internacional? Espero que sim. Não fiz o disco com esse intuito, mas acredito que sim, espero que sirva para que eu consiga tocar mais nos Estados Unidos. Mas você já tocou bastante lá, não? Já e, inclusive, não guardo boas memórias não. Em 1996, eu estava hospedado na casa do Sérgio Mendes e teve um terremoto terrível. Acordei às 4h30 da manhã com a casa tremendo. Foi uma experiência péssima. Essa semana você participou da gravação do acústico do Kid Abelha, cantando Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda, do Hyldon. Como foi? O Hyldon é um cara que admiro profundamente. É uma aproximação bacana.

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