Depois de 35 anos, Black Sabbath volta com três indicações para o Grammy

Com formação clássica, banda mostra que soube evoluir com o tempo

Renato Vieira , O Estado de S. Paulo

22 de janeiro de 2014 | 07h00

A espera dos fãs do Black Sabbath por 13, CD lançado pelo grupo inglês em 2013, foi saciada pelo punhado de boas canções que os ingleses compuseram para o novo álbum, aliado ao peso da formação original – com exceção do baterista Bill Ward, que deu lugar a Brad Wilk. Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler não entravam em um estúdio juntos desde 1978, gerando um misto de esperança e receio que resultou em um saldo positivo agora reconhecido pelo Grammy.

O Sabbath recebeu três indicações: Melhor Álbum de Rock (categoria majoritariamente composta por medalhões, entre eles David Bowie, Led Zeppelin e Neil Young); Melhor Música de Rock e Melhor Performance de Metal -- as duas pela faixa God Is Dead?, primeiro single de 13. A canção com quase nove minutos tem o padrão Sabbath: guitarra-chiclete, batida bem marcada, evidenciando que Wilk foi uma escolha acertada para a bateria e letra com atmosfera sombria, através de referências a Deus e ao diabo.

Mesmo com todos os ingredientes que caracterizam o Sabbath, 13 mostrou que a banda soube andar para a frente. Assim como seu companheiro de indicação a Melhor Álbum de Rock, David Bowie, não deixou de lado sua essência em The Next Day. Não se pode dizer o mesmo do álbum de Neil Young com a Crazy Horse, que oscila entre egotrips e lapsos de virtuosismo e de Celebration Day, do Led Zeppelin. Bem tocado e produzido, porém sem nada a acrescentar às gravações originais dos clássicos que estão no repertório do CD.

Ainda em Melhor Álbum de Rock, estão Queens Of The Stone Age, com Like Clockwork e Mechanical Bull, do Kings of Lion. Na comparação qualitativa, os medalhões saem na frente. E o Sabbath e Bowie puxam o barco.

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