Demi Lovato anuncia shows no Brasil em 2014 e diz ser 'uma voz para os gays'

De passagem por São Paulo para gravar na MTV, cantora para rua nos Jardins

João Fernando, O Estado de S. Paulo

14 de outubro de 2013 | 16h58

Apesar das curvas pouco esculturais, Demi Lovato parou o trânsito. A cantora, de 21 anos, arrastou centenas de fãs para a porta de um hotel nos Jardins, onde participou de uma entrevista coletiva na segunda, 14, à tarde para falar sobre sua participação do programa Coletivation, da MTV, que vai ao ar no dia 21.

Além de falar sobre a vinda ao País, as experiências de atuação na série Glee e no reality The X-Factor, a artista recebeu um disco de platina pelos 69 mil CDs vendidos no Brasil e anunciou shows da turnê por aqui em 2014, a partir de 25 de abril, no Credicard Hall.

Por causa da aglomeração na Alameda Santos, hóspedes e jornalistas tiveram de passar por uma entrada de serviço. Houve até a mãe de uma fã que ofereceu um ano de tratamento estético grátis a uma integrante da equipe de produção que controlava a entrada.

"Fiquei surpresa com a quantidade de pessoas nos lugares aonde fui aqui", contou ela, que afirma gostar de ter uma relação próxima com os fãs. "Um dos contras é a de que celebridade não tem privacidade. Eu já sabia disso. Mas um dos prós é ter o apoio dos meus fãs."

Vítima de bullying na escola durante a adolescência, quando já participava de programas de TV, ela faz campanha para que outros jovens não passem pelo mesmo problema. "Falo nas escolas que bullying não é legal. É para ajudar os fãs com a minha história", explicou a cantora, que já passou por uma reabilitação após se automutilar.

Depois das turbulências na vida privada, Demi vai lançar um livro de autoajuda com frases. "São 365 frases que me inspiraram. Algumas são minhas e outras vão de Aristóteles ao (rapper) Tupac", adiantou. A cantora afirma que seus admiradores também foram fundamentais para sua recuperação. "Eu me inspirou nos meus fãs e me fortaleço todos os dias. Para isso, temos de lembrar que precisamos trabalhar em nós mesmos, fazer uma meditação", filosofa.

A artista participou de dois episódios da série musical Glee em que interpretava a personagem lésbica Dani. Com um histórico de atrações infantis da Disney, ela não se preocupou com a repercussão. "Não houve nenhuma hesitação em cima dessa personagem. A Disney não discrimina ninguém. Ser gay faz parte da cultura. Talvez isso seja um tabu para algumas pessoas, mas não é mais um problema como no passado."

Demi declarou tomar partido da causa. "Sou uma voz para os gays. É bom ser como você é. Tenho orgulho da minha geração e me sinto honrada em ter interpretado uma lésbica", sentencia ela, que, por contrato, ainda tem mais quatro episódios para gravar.

A norte-americana entrou na atração após a morte de Cory Monteith. Ela, porém, não quis falar sobre o clima dos bastidores. "Alguns dos atores são meus amigo há algum tempo. Não é da minha conta falar sobre isso, mas admiro a força que eles têm", esquivou-se.

Além do show em São Paulo em 25 de abril, Demi canta no Rio, no dia 26, em Brasília, no dia 30, em Belo Horizonte, em 1.º de maio, e encerra a turnê brasileiras dia 3 em Porto Alegre.

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