Defesa investe no padrasto do garoto que acusa Jackson

A defesa de Michael Jackson quer descobrir se as autoridades violaram seu direito de privacidade entre cliente e advogado ao revistarem o escritório de um investigador particular contratado pelo astro pop. Para isso, os advogados Jackson planejaram chamar como testemunha o padrasto do garoto de 12 anos que acusa o cantor de abuso sexual. O padrasto, chamado na corte como "Mr. Doe", para preservar sua identidade, foi agendado para testemunhar na audiência preliminar de hoje. A defesa de Jackson quer descobrir se o padrasto sabia da relação entre o investigador particular Bradley Miller e o ex-advogado do cantor, Mark Geragos. O ponto é saber se alguém disse a algum membro da acusação se Miller havia trabalhado para Geragos antes de as autoridades invadirem o escritório de Miller em busca de provas contra Jackson. A defesa alega que, se as autoridades sabiam dessa relação profissional, a busca violou o direito de serem mantidos confidenciais os assuntos de um advogado e seu cliente. Provas encontradas durante a busca incluem o chamado "vídeo de contestação", com o objetivo de rebater as manifestações negativas após a exibição de um especial de televisão britânico sobre Jackson. Acredita-se que o padrasto estava presente quando Miller supervisionou a produção do vídeo, no qual o menino e sua família falam do ótimo caráter de Jackson. A acusação afirma que a família foi coagida a participar do filme. Além do Mr. Doe, as testemunhas marcadas para hoje incluem William Dickerman, o advogado que já representou uma família que acusou o cantor de abuso, e uma série de outras autoridades distritais. Os advogados de defesa também planejam debater sobre outros ítens coletados em uma busca no rancho de Jackson, Neverland. Enquanto isso, Jackson pediu ao juiz que lhe permita responder publicamente ao promotor que afirmou que o cantor não foi maltratado quando se entregou à polícia no ano passado. Em uma entrevista, um mês depois da prisão, Jackson disse que foi maltratado pelas autoridades do Condado de Santa Bárbara. Jackson, de 45 anos, é acusado de cometer atos lascivos com um menor, além de oferecer-lhe substâncias tóxicas e manter sua família em cárcere privado. Ele se declarou inocente e foi solto com uma fiança de US$ 3 milhões.

Agencia Estado,

19 de agosto de 2004 | 16h42

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