Defesa e acusação brigam por provas contra Jackson

Na segunda semana de audiências preliminares do caso em que Michael Jackson é acusado de abuso sexual de menores, tanto defesa como acusação continuam brigando em torno de provas contra ele encontradas no rancho Neverland e no escritório de um detetive particular que trabalhava para o ex-advogado do cantor. A defesa exige que tais provas sejam excluídas do processo, pois considera ilegal a maneira como elas foram coletadas. Por outro lado, a acusação está tentando responder aos ataques dos advogados Jackson que, desde a semana passada, vem escalando testemunhas para provar a ilegalidade de uma busca realizada no rancho do cantor.No encerramento das atuais audiências preliminares, os depoimentos de autoridades que participaram da enorme busca, ocorrida em novembro, serão um contraponto aos dos empregados de Jackson. Os funcionários do cantor afirmaram ter colaborado com a busca até o momento em que os oficiais passaram a revistar áreas não especificadas no mandado, entre elas o escritório de Jackson.Até agora, a defesa do cantor não poupou esforços, mesmo se tratando de audiências preliminares. O advogado do cantor, Thomas Mesereau Jr., teve a oportunidade rara de interrogar o advogado distrital Tom Sneddon sob juramento, questionando se a acusação sabia da ligação entre o ex-advogado de Jackson e o detetive particular Bradley Miller. A defesa também contou com o depoimento do padrasto do garoto que acusa o cantor de abuso. O padrasto, cujo nome não foi revelado para preservar sua identidade, disse ter pedido dinheiro para participar de um vídeo exaltando a de Jackson. As tão debatidas provas contra o cantor têm sido mantidas sob sigilo e não se sabe do que tratam. O juiz da Corte Superior, Rodney Melville, ordenou que nada seja divulgado e as descrições divulgadas sobre as evidências não permitem determinar sua relevância. Várias agências de comunicação, entre elas a Associated Press, se uniram para pedir a quebra do sigilo destes documentos, mas ainda não receberam resposta.

Agencia Estado,

23 de agosto de 2004 | 20h16

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