Defesa de Jackson cita credibilidade de acusadores

Os jurados de Michael Jackson poderão ter acesso a provas de que a mãe do menino que acusa o cantor fez acusações de comportamento inapropriado contra os guardas de uma loja de departamentos, decidiu hoje o juiz Rodney S. Melville. O advogado de defesa de Jackson, Thomas Mesereau Jr. falou do caso durante a audiência de hoje para decidir se o processo da família contra a loja J.C. Penney poderia ser mencionado. A família afirmou, no processo, ter sido agredida pelos guardas e mantida presa contra sua vontade; além de a mãe ter sido assediada sexualmente, depois que o garoto que acusa Jackson saiu da loja levando roupas que não havia pagado. Melville disse que vai permitir um depoimento sobre o caso, especialmente porque ele aponta para a credibilidade da mãe do garoto. Mas ele disse que a defesa não poderia se referir ao menino como ladrão.Mesereau disse que depois de a mãe ter recebido US$ 150 mil em um acordo com a J.C. Penney e a Tower Records, outra acusada no caso, ela imediatamente acusou o marido de abuso e pediu o divórcio. Depois, ele acusou o ex-marido de tocar a filha de maneira inapropriada, disse Mesereau. O advogado disse que, em seu testemunho no caso contra a loja, a mulher afirmou que o marido nunca a agredira, mas, no processo do divórcio, ela disse que ele batia na família há anos. "Isso é perjúrio", disse Mesereau. O advogado também disse que ela pedia ao filho que pedisse dinheiro a celebridades e que ela o gastava em tratamentos de beleza.O promotor Ron Zonen argumentou que o ponto em questão era como a mulher havia adquirido o dinheiro, não como ela o gastava. "A questão é saber se um homem que admite dormir com crianças dormiu com esse menino, e o que ele fez com esse menino. É sobre isto que este caso trata", disse Zonen.Ainda hoje, a acusação disse que exibiria o documentário Living with Michael Jackson, no qual o cantor aparece de mãos dadas com o menino que o acusa e diz que gosta de dividir a cama com crianças, mas sem fins sexuais. Os dois lados concordaram em se encontrar amanhã, para uma conversa conjunta com o advogado que representou a mãe do menino. O assunto da reunião não foi divulgado.Os depoimentos das testemunhas vão começar na segunda-feira. A seleção do júri foi concluída ontem com a seleção dos oito suplentes para os 12 jurados, escolhidos na quarta-feira. O cantor, de 46 anos, é acusado de abusar sexualmente de um menino de 13 anos, dar-lhe vinho e conspirar para manter ele e a família presos no rancho Neverland. Ele se declarou inocente de todas as acusações.Mais um processo para JacksonA família de uma mulher que morreu depois de ter sido retirada de um quarto de atendimento especial a fim de acomodar o astro pop Michael Jackson disse que vai processar o cantor e o hospital onde ocorreu o episódio.Manuela Gomez Ruiz, de 74 anos, foi retirada do quarto em um hospital da Califórnia depois que Jackson foi admitido sofrendo de "sintomas similares aos de gripe", na semana passada. Ruiz, que estava recebendo tratamento após ter sofrido um forte ataque cardíaco, morreu naquele mesmo dia, disse sua família à rede de TV ABC.Um porta-voz de Jackson disse que o astro pop enviou condolências à família, mas disse que é "deplorável" que o nome de Jackson seja envolvido, na medida em que a situação estava além de sua autoridade e controle.A nora de Ruiz, Anna Ruiz, disse à ABC que viu Jackson entrar no hospital. "Quando eu o vi ele andava sem ajuda", disse ela. Anna Ruiz disse que sua sogra foi tirada do equipamento respiratório e respirava com ajuda de uma bomba manual durante sua remoção do quarto. Manuela Gomez Ruiz sofreu mais dois ataques cardíacos naquele dia antes de morrer.

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