Deep Purple revisa eternos clássicos no fim de semana em SP

Sem lançar CD de inéditas desde 2005, banda inglesa faz apresentações na sexta-feira e no sábado

Luís Fernando Bovo, O Estado de S. Paulo

05 de março de 2009 | 10h39

Quando o Deep Purple iniciou a carreira, ainda nos anos 60, o CD não fazia parte nem dos planos mais ambiciosos da indústria fonográfica. Hoje, 41 anos desde o início do grupo, o CD definha na era dos downloads e MP3, mas os cinco senhores da banda inglesa continuam na ativa. Voltam para nova temporada no Brasil, com shows em São Paulo amanhã e sábado, na Via Funchal. É a nona turnê pelo País, sem contar as apresentações-solo dos seus músicos. Falando do Chile, onde a banda se apresentou antes de desembarcar no Brasil, o vocalista Ian Gillan afirma que, independentemente do formato, o que importa mesmo é a música. E é por isso que o Purple está vivo até hoje. "As mudanças são positivas. Mas o que interessa é a qualidade música", explica ele, que aprova os downloads na internet. "É bem bacana." Monossilábico e conhecido pelo péssimo humor, o lendário vocalista acumula histórias nestas quatro décadas de carreira. A mais famosa diz que Gillan costumava ir para o estúdio gravar as músicas totalmente nu para sentir-se mais à vontade. Daí o apelido Naked Thunder (Trovão Nu), imortalizado na música Hungry Daze, do disco Perfect Strangers (1984), e nome de seu primeiro trabalho-solo. Sem lançar um disco de inéditas desde Rapture of the Deep, de 2005, Gillan joga um balde de água fria em quem espera um novo trabalho. "Somos uma banda que gosta de tocar ao vivo, estamos bem assim." Por outro lado, aos 63 anos, Silver Voice (Voz de Prata), como também é chamado, diz que nunca cogitou parar de cantar. Quem vai ver o Purple sabe o que encontrar, apesar de Gillan dizer o contrário. "Você já foi a um show nosso? Então sabe que cada show é de um jeito." A diferença está no número de clássicos que a banda vai despejar. Alguns nunca ficam de fora, como Smoke on The Water e Highway Star. Outras vêm e vão, como Sometimes I Feel Like Screaming e Pictures of Home. Uma que também nunca fica fora é Hush, única que não foi gravada por Gillan e que ele canta ao vivo. A canção é de 68, na voz de Rod Evans. Os fãs sabem também que Gillan nunca executou o material gravado por David Coverdale. Entre elas, Burn. Ao lado de Gillan, Ian Paice (baterista), Roger Glover (baixo), Steve Morse (guitarra) e Don Airey (teclado). "É sempre bom voltar", arremata.

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