Déa Trancoso canta o Jequitinhonha em CD de estréia

Trilhando um caminho parecido com o do Grupo Anima, deresgate da cultura popular brasileira, está Déa Trancoso. Amineira nascida em Almenara, cidade da região do Vale doJequitinhonha, acaba de lançar seu primeiro disco de formaindependente, Tum Tum Tum, que também dá nome ao seu selo. O álbum é fruto de um trabalho de dez anos, resultado devivências de Déa por todo o sertão mineiro, tão pobrematerialmente e tão rico culturalmente. A viagem de 60 diasdescendo o Rio Jequitinhonha rendeu ricas histórias, como a dabenzedeira Sá Luiza, e belas imagens (de Marcelo Oliveira),todas impressas no delicado encarte do seu álbum de estréia, queinclui cantos de reza, semba, folia e congado, entre tantosoutros. Déa teve o apoio de grandes nomes da música popularbrasileira como o produtor Fernando Faro e o percussionistaDjalma Corrêa. "Foi o Djalma que me provocou para eu ir atrásdas minhas raízes", conta. A princípio, tinha na cabeça a idéiade produzir um disco contando um pouco dos 80 anos do samba, dePelo Telefone, de Donga, a Pela Internet, de Gil. Reservou paramais tarde esse projeto. Agora quer mais é se jogar no catimbó,dança indígena que vai permear o seu próximo disco, Jurema. "O Brasil está muito americanizado e não olha paradentro de si", constata. Quem tiver interesse em conhecer umpouco mais sobre o trabalho da intérprete pode ligar para (31)3281-3356.

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