JF Diorio/AE
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De volta a São Paulo, Bon Jovi mostra vigor de três décadas

Entre clichês e rock’n’roll, Jon Bon Jovi não deixa nada de fora após hiato de 15 anos no País

Gabriel Pinheiro, Estadao.com.br

07 de outubro de 2010 | 01h06

Foram quinze anos de espera. Desde 1995, o Bon Jovi lançou quatro álbuns inéditos e saiu em turnê cinco vezes – todas com o Brasil de fora. Na noite de quarta-feira, o grupo finalmente voltou a se apresentar no País, no Estádio do Morumbi, em São Paulo. E não poupou agrados a uma massa de fãs que engloba pelo menos três gerações.

 

Jon Bon Jovi – a cara e a voz da banda – estava em um bom dia. No set-list, nada ficou de fora: das clássicas baladas Always e In These Arms, pouco comuns no repertório da banda, às roqueiras Keep The Faith e Bad Medicine, em versões pontuadas por longos solos de guitarra. Nada menos que 26 músicas.

 

Do novo disco, The Circle, pouco foi mostrado: além dos singles (We Weren’t Born To Follow, When We Were Beautiful e Superman Tonight), apenas outra faixa foi tocada (Work For The Working Man). O público não pareceu se lamentar: foram os momentos de menor empolgação no show.

 

As declarações de amor do cantor também não faltaram. No meio do show, ao encarar a multidão que chamava o nome da banda em coro, Jon disparou: “Como é bom estar de volta.  Quinze anos, isso é embaraçoso... poderíamos voltar aqui todos os anos”. Ponto para ele, que prontamente recebeu mais gritos em resposta. “De uma coisa eu senti falta. O som da voz de vocês gritando”, disse o vocalista em outro momento.

 

Quando se vê um show do Bon Jovi, é praticamente impossível não manter a atenção em seu homem de frente. Fã declarado de Mick Jagger e outros notáveis "entertainers", o roqueiro de Nova Jersey parece saber a todo tempo para qual câmera olhar e quais caras e bocas fazer para roubar a cena.

 

Não que os demais não se destaquem. A guitarra da Richie Sambora é impecável e já rendeu elogios de nomes como Eric Clapton e outros virtuosos. A pulsação da banda é ditada pelas baquetas do discreto (mas essencial) Tico Torres. E o tecladista David Bryan sempre dá um show à parte, brincando com os equipamentos. Mas o motor da locomotiva, sem dúvida, é Jon – a quem os outros se referem como “o chefe.”

 

 

Para encerrar a noite, depois de atender duas vezes o pedido de bis, Bed Of Roses. Outra daquelas baladas tocadas à exaustão nas rádios brasileiras na década de 1990. Um ás na manga – à meia-noite e meia, as cerca de sessenta mil pessoas presentes deixavam o Morumbi ainda cantando o refrão: pegajoso, grudento e açucarado. “Balada mela cueca”, dizia um rapaz com camiseta preta que acompanhava alguém que parecia ser sua mãe. Mas quem se importava?

 

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SET LIST

Blood On Blood

We Weren’t Born To Follow

You Give Love a Bad Name

Born To Be My Baby

Lost Highway

Superman Tonight

In These Arms

Captain Crash

When We Were Beautiful

Runaway

We Got It Going On

It’s My Life

Bad Medicine ~ Pretty Woman ~ Shout

Lay Your Hands On Me

Always

Blaze Of Glory

I’ll Be There For You

Have a Nice Day

I’ll Sleep When I’m Dead

Working For The Working Man

Who Says You Can’t Go Home?

Keep The Faith

These Days

Wanted Dead Or Alive

Someday I’ll Be Saturday Night

Livin’ On a Prayer

Bed Of Roses

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