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De Pixinguinha a MC Bin Laden: NYT elege o essencial da música brasileira para ouvir na Olimpíada

Críticos do jornal americano indicam músicas de todos os tempos; ouça

Jon Pareles, Ben Ratliff, Jon Caramanica e Nate Chinen, The New York Times

17 de agosto de 2016 | 12h15

Simples e sedutora na superfície, criativa e complexa por dentro – essa é a música do Brasil, que vai ganhar uma nova exposição global nos Jogos Olímpicos do Rio. É um grande momento para se descobrir como essa música vasta e profunda vai além dos estereótipos dos espalhafatosos desfiles carnavalescos e da suave bossa nova das praias.

A música brasileira vem de tradições nacionais e regionais mantidas através de gerações, com uma ininterrupta mistura evolutiva de elementos indígenas, europeus e africanos. Ao mesmo tempo, brasileiros orgulhosos descrevem sua cultura como antropofágica, ou, mais diretamente, canibalística: pronta a engolir e digerir o que vier. Assim, mesmo preservando suas raízes, músicos brasileiros assimilam jazz, rock, reggae, metal, hip-hop, música eletrônica e mais. Eles também embalam letras pop em complexas referências poéticas. Quem visita o Rio – física ou virtualmente – pode saborear uma das culturas musicais mais criativas e diversificadas do mundo.

Neste artigo, críticos musicais de The New York Times montaram um kit básico de 30 músicas-chave brasileiras, de históricas a recentes.

Pixinguinha

CARINHOSO (1928)

O estilo musical flexível e elegante conhecido como choro nasceu no Rio no século 19, numa adaptação de tradições populares como a habanera cubana e a mazurca polonesa. Um conjunto de choro reúne flauta, cavaquinho (instrumento de corda), violão e percussão manual, num intrincado contraponto. O choro também lembra em analogias com o ragtime de New Orleans – nesse caso, Pixinguinha, que nasceu Alfredo da Rocha Viana Jr. no Rio, poderia ser considerado o Scott Joplin brasileiro. Pixinguinha compôs muitas das principais músicas do repertório do choro, entre elas, Carinhoso, que depois ganhou letra e foi interpretada por cantores como Orlando Silva. (Chinen)

 

Noel Rosa

SÃO COISAS NOSSAS (1932)

Noel Rosa morreu de tuberculose aos 26 anos, em 1937. Mas durante sua curta carreira, voltada para a interação com a cultura musical negra do Rio, esse cantor e compositor branco de classe média visualizou o samba como identidade nacional. Os heróis de suas histórias são malandros para os quais o samba era fonte de orgulho e força vital. Noel adotou seu modo de ver e viver nas ruas – e sua malandragem, como pôs nesta grande música, codificando esse estilo. (Ratliff)

 

Carmen Miranda

O QUE É QUE A BAIANA TEM (1939)

Ela era uma cantora, dançarina e estrela de cinema branca, nascida em Portugal e criada no Rio. Carmen cooptou roupas e gestos de vendedoras de rua baianas – primeiro, como estilo, depois, para os diretores de cinema americanos, com selvagem exagero, tornando-se “a dama do chapéu de frutas” em Entre a Loira e a Morena e outros filmes. Tornou-se desse modo um símbolo internacional de seu país, o que irritou muitos brasileiros. No fim dos anos 1960, músicos do movimento Tropicália a recuperaram como gênio da pop-art. “Descobrimos que ela era tanto nossa caricatura como nosso raio X”, escreveu Caetano Veloso num brilhante ensaio para este jornal em 1991. Carmen era uma cantora carismática, engraçada e muito rítmica, embora nem sempre tecnicamente grande. O Que É que a Baiana Tem, música de exaltação escrita por Dorival Caymmi, foi um de seus primeiros sucessos. (Ratliff)

 

Luiz Gonzaga

ASA BRANCA (1947)

A batida vigorosa, o acordeão ininterrupto e o triângulo incessante põem em Asa Branca a marca do baião, dança que Luiz Gonzaga destilou das tradições do Nordeste do Brasil. O baião poderia lembrar, para ouvidos americanos, a música cajun. Asa Branca, embora música animada, contém um lamento amargo. Asa branca é um tipo de pomba que, acredita-se, seja o pássaro a deixar por último uma região castigada pelas secas que periodicamente atingem o Nordeste seco e quente do Brasil. Na letra, de Humberto Teixeira, o sertanejo fala da resistência em partir, só o fazendo “quando a lama virou pedra”, da “triste solidão” que longe enfrenta e da esperança de voltar um dia. No Brasil, Asa Branca tornou-se um hino para todos os nordestinos nostálgicos que vieram para a cidade grande. (Pareles)

 

João Gilberto

CHEGA DE SAUDADE (1958)

A bossa nova nasceu no final dos anos 1950 e por um breve período, no início dos anos 1960, se tornou obsessão internacional. Influenciada pelo samba afro-brasileiro e partes específicas da cultura americana pós-guerra – como a música romântica cantada (crooning) e o jazz West Coast –, a bossa nova evoca luz, espaço aberto e uma paz interior essencialmente rítmica, como se fosse a antimatéria do rock’n’roll. João Gilberto foi (e ainda é) a figura misteriosa no centro do estilo, colocando sua voz sussurrante, sem vibrato, em contraponto com o cambiante acompanhamento do violão; em Chega de Saudade ele basicamente estabeleceu as dimensões da bossa nova. (Ratliff)

 

Dorival Caymmi

O MAR (1959)

Compositor e cantor de voz grave, Dorival Caymmi criou uma iconografia introspectiva do Estado da Bahia; muitas das suas músicas, incluindo O Mar, do sublime álbum Caymmi e seu Violão, falam de pescadores, com o mar representando as forças da beleza, o trabalho, a história e o perigo. (Ratliff)

 

Antônio Carlos Jobim

A FELICIDADE (1959)

A suavidade da bossa nova pode ser enganosa. A batida é um microcosmo sutil de baterias de percussão do samba, enquanto a melodia sedutora oculta harmonias sofisticadas de jazz. As letras aparentemente despreocupadas são repletas de uma qualidade particularmente brasileira resumida na palavra “saudade”, que mescla anseio, tristeza e lembranças. A Felicidade, de Antonio Carlos Jobim, o preeminente compositor da bossa nova, com letra de Vinicius de Moraes, contempla o efêmero da felicidade com frases que sobem, depois escorregam ao longo de linhas elegantemente cromáticas. A música começa com um dos mais perfeitos dísticos poéticos de qualquer língua, com polissílabos em contraponto com monossílabos: “Tristeza não tem fim / Felicidade sim”. (Pareles)

 

Maysa

O BARQUINHO (1961)

Eis uma gravação quase perfeita, demonstrando a física do suingue brasileiro. Em 1961 Maysa Matarazzo, cantora “dor de cotovelo” de bossa nova, cuja vida tumultuada acabou por ofuscar seu grande talento, gravou O Barquinho, de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli. Como muitos outros gravaram também na mesma época, a música teve menor importância. Mas a versão de Maysa, com uma seção rítmica de jazz sobre um fundo de cordas meloso, demoliu todas as demais gravações, especialmente por meio de suas contradições: ela parece cansadamente audaz, sabiamente ingênua, precisa em sua imprecisão. O timing e entrega de Maysa vagam por todos os lados e dão certo – ela começa frases com perigoso atraso, colocando numa frase esperança e beleza e depois, percussivamente, derrubando a próxima. (Ratliff)

 Moacir Santos

COISA Nº 5 (NANÃ) (1965)

Moacir Santos, músico de muitos instrumentos e compositor morto em 2006 aos 80 anos, não era conhecido por seu virtuosismo, mas pelo original brilho de suas composições e arranjos. Seria uma espécie de Duke Ellington nesse aspecto, mas em muitos outros era inteiramente brasileiro. É possível ter uma ideia plena dele no álbum de 1965 Coisas e na peça que se insere nesse trabalho Coisas nº 5, que depois ganhou letra e se transformou na música Nanã, sendo gravada dezenas de vezes. (Ratliff)

 Caetano Veloso

TROPICÁLIA (1968)

Caetano Veloso e Gilberto Gil são os heróis da Tropicália, uma reação musical que impeliu a música popular brasileira para a era psicodélica, infundindo-a com rock com efeitos de distorção na guitarra elétrica e trazendo o modernismo literário para as letras das músicas. A popularidade do movimento confundiu e alarmou a ditadura militar, que em 1968 deteve os dois cantores e depois os enviou para o exílio em Londres (onde acrescentaram mais inglês e rock inglês a seu vocabulário). A música Tropicália funde uma marcha de carnaval melodiosa com uma orquestração inquietante, ao passo que a letra indiretamente constitui um manifesto cultura de uma nação. (Pareles)

 Chico Buarque

CONSTRUÇÃO (1971)

Chico é um cantor e compositor celebrado por suas sofisticadas ideias musicais, sua elegante abordagem lírica e seus corajosos gestos de protesto. Construção é a canção-título de um álbum lançado em 1971, durante uma ditadura militar no Brasil, e se tornou um clássico. Aparentemente, a música conta a história de um operário de construção que cai da obra – ou, muito possivelmente, salta – para a morte. Mas as metáforas e sutilezas da letra sugerem uma alegoria política, e a música é com frequência entendida como uma crítica velada. (Chinen)

 

Gilberto Gil

EXPRESSO 2222 (1972)

A velocidade do sincopado da guitarra de Gil é exata para a música sobre um trem surreal que ele escreveu enquanto no exílio em Londres e lançou em 1972, ano em que retornou ao Brasil. O trem expresso da letra começa seu percurso numa estação otimisticamente denominada Bonsucesso, no Rio, e avança não só para o futuro, mas para depois dele. De 2003 a 2008, Gilberto Gil foi ministro da Cultura do Brasil. (Pareles)

 Antônio Carlos Jobim

MATITA PERÊ (1973)

Em meados dos anos 1970, Tom Jobim fazia criativas gravações orquestrais. Esta música de sete minutos é uma das melhores. Ele canta intimamente, com sua voz não treinada, sobre arranjos para flautas, clarinete, guitarra acústica, triângulo e um fundo de muitas cordas. A música tem passagens de beleza cinematográfica, a quilômetros da concisão pop de Garota do Ipanema e Corcovado. (Ratliff)

 Cartola

O MUNDO É UM MOINHO (1976)

As escolas de samba do Rio, surgidas nos anos 1920, competem entre si no carnaval, mas também atuam como centros comunitários nos bairros pobres. Uma das mais antigas e poderosas é a Mangueira, e entre seus fundadores estava o cantor e compositor Cartola, que, no entanto, só conheceu o sucesso na casa dos 60 anos, última década de sua vida. O Mundo É um Moinho é uma canção de amor contendo um conselho trágico dado a uma jovem: “Ouça-me bem, amor”, diz Cartola, “o mundo é um moinho / (que) vai triturar teus sonhos”. (Ratliff)

 Jorge Ben

XICA DA SILVA (1976)

Jorge Ben passou por todos os estágios do pós-samba, cantando, tocando violão e construindo uma longa lista de sucessos. Esta música é um dos maiores. Fala da vida real de uma heroína popular: a escrava africana do século 18 que se tornou poderosa ao ficar amante de um português contratador de minas no Brasil. Uma versão da música aparece no filme do mesmo nome de Carlos Diegues. A gravação, do álbum de Jorge Ben África Brasil, é uma interpretação numa levada lenta e profunda de funk brasileiro. (Ratliff)

 Hermeto Paschoal

SLAVES MASS (MISSA DOS ESCRAVOS) (1977)

A concepção de música de Hermeto é grande o bastante para acomodar jazz, improviso, clássico e popular, canto, gritos, gargalhadas e – nesta canção-título de um de seus mais celebrados álbuns – berros de um porco de verdade. (Ratliff)

 Milton Nascimento

MARIA, MARIA (1978)

A pureza sobrenatural da voz de Milton Nascimento, que vai do barítono ardente ao falsete angelical, sublinha o sentido de reverência de suas músicas através das décadas: reverência à natureza, à gente comum, à tradição, à justiça. Ele é também um grande admirador dos Beatles. Maria, Maria, lançada em 1978, é um tributo à força diária das mulheres latino-americanas. A música traz o tom caracteristicamente inspirador de Milton, bem como uma ponta de Lennon-McCartney e um coral descontraído, que fizeram dela um hino em todo o Brasil. (Pareles)

 Maria Bethânia

MEL (1979)

A cantora Bethânia aperfeiçoou um dominante e altamente emocional estilo pop-cabaré nos anos 1960. Esta música, de ritmo fácil, com guitarra tocada no estilo havaiano, é de seu álbum do mesmo nome. Foi escrita pelo irmão de Bethânia, Caetano Veloso, e o poeta Waly Salomão. Ela declama as palavras fortemente poéticas e sensuais como se cantasse um hino nacional; no entanto, a música permanece furtiva e contagiante. Conheci um vendedor na East Village Tower Records nos anos 1980 que punha para tocar Mel quando queria incrementar as vendas. (Ratliff)

 Gonzaguinha

O QUE É, O QUE É (1982)

Nascido numa favela do Rio em 1945, Gonzaguinha assumiu a música como direito de sangue: seu pai, Luiz Gonzaga, é ainda lembrado como o Rei do Baião. Nos anos 1970, com o nome já consagrado, Gonzaguinha fez sucesso com a força de suas canções, que refletem as esperanças e a luta do povo. O Que É, O Que É é uma de suas criações mais conhecidas, uma canção popular que a maioria dos brasileiros sabe de cor. Tem um embalo derivado de bateria evocando o delírio da percussão carnavalesca e uma mensagem de resistência exaltada. Nos versos, Gonzaguinha canta com sofrimento e ausência, mas o coro segue devolvendo uma exuberante e desafiadora afirmação: “Viver / Não ter medo / Mostrar sua felicidade”. (Chinen)

 Chico Science

MARACATU ATÔMICO (1994)

Na década de 1990, este cantos, rapper e compositor, e sua banda, Nação Zumbi, criaram uma música que chamaram de “mangue bit” (como em bit de dados) ou “bit de mangue, com referência aos manguezais de sua cidade natal, Recife. A música fundiu ritmos tradicionais com funk, hard rock, hip-hop, com preocupações sociais prementes e uma determinação de juntar passado e futuro. Maracatu Atômico, de 1994, transforma a batida frenética do maracatu em um funk acelerado apoiado no rap veloz de Chico Science. É irado e articulado, uma versão brasileira de grupos como Public Enemy, Rage Against the Machine e Calle 13. (Parles)

 Sepultura

ROOTS BLOODY ROOTS (1996)

A banda de rock Sepultura, de Minas Gerais, formou-se através de sucessivas eras de música radical – trash, metal, death metal – para chegar a um som denso no fim dos anos 1990 com guitarra e percussão, inspirado por seu próprio país. Em várias gravações o Sepultura colaborou com o percussionista Carlinhos Brown e músicos indígenas xavantes do Estado do Mato Grosso. No caso de Roots Bloody Roots, a banda confiou mais em seus próprios recursos de guitarra. (Ratliff).

 

De Falla

POPOZUDA ROCK’N’ROLL (2000)

Um dos primeiros exemplos do funk carioca, o estilo de dança vertiginoso que tem uma grande dívida com a música de rap de Miami e Nova York. As referências são claras: Beastie Boys e o Run-DMC inicial. Os raps são diretos, as guitarras extravagantes e o clima exuberante. E, mais importante, é uma representação embrionária do som que estabeleceria as bases e em 2000 abriu caminho para o que hoje conhecemos como baile funk. (Caramanica)

 

Deize Tigrona

INJEÇÃO (2004)

Uma agradável canção com divertida conotação sexual executada por uma das mais fortes performers de bailes funk, Injeção, com a intensidade de uma metralhadora hipersexual, anima essas festas de horas tardias nas favelas cariocas. Injeção tem uma exuberância influenciada pelos primórdios do funk em Miami, mas também tem uma levada dos tradicionais tambores soltos do Brasil, constituindo-se n uma música da terra que flui rapidamente. Em 2005, foi usada como base de Bucky Done Gun, do M.I.A, num momento em que o M.I.A, o Diplo e hordas de seguidores começavam a levar o baile funk das favelas para os locais de dança hipster através do globo. (Caramanica)

 

Marisa Monte

INFINITO PARTICULAR (2006)

Marisa Monte canta com graça sobrenatural em Infinito Particular. A música é um flerte cerebral: “Apenas não se perca quando entrar em meu infinito particular”, aconselha a cantora, acrescentando enigmaticamente: “É só mistério, não segredo”. O arranjo a envolve numa felicidade amniótica: sopros, cordas e percussão ouvidos de uma distância enevoada, enquanto sua voz flutua clara e próxima, acariciando cada frase. É uma afirmação século 21 da balada pop brasileira. (Pareles)

 

Carlinhos Brown

MAGALENHA (2012)

Desde os anos 1980 Carlinhos Brown é uma força na música brasileira: cantor, compositor, produtor e organizador comunitário. Com seu grupo de percussão pesada Timbalada, ele ajudou a re-energizar os sons carnavalescos do axé e samba-reggae, e com gravações anárquicas e às vezes brilhantes marcou a história musical brasileira como um agito contínuo. Em 2012, Brown revisitou Magalenha, hit que escreveu para Sérgio Mendes no início dos anos 1990. Desta vez ele a canta através de um sintetizador de voz sobre uns poucos instrumentos tradicionais (berimbau, agogô), bem como um fundo de percussão e cantores, tratando a coisa toda com eco dub-reggae. A música é dominante e extravagante, como a presença de Carlinhos Brown na rota carnavalesca. (Ratliff)

 

MC Bin Laden

BOLOLO HAHA (2014)

Em 2014, o baile funk se simplificou, reduzindo-se a suas características básicas – urgente, rápido, ritmo incessante – e abandonou tudo aquilo emprestado de Miami. Bololo Haha é uma esquálida meditação repleta de tiros, motores de motocicletas acelerando, sirenes de ambulâncias e o latido rouco de uma das atuais estrelas do funk, MC Bin Laden. No vídeo ele está cercado de crianças com metade do cabelo pintado de loiro, do mesmo modo que seu herói. (Caramanica)

 

MC Pikachu

CHOQUE (SEMANA MALUCA) (2014)

O baile funk moderno tem um pouco de música infantil – o modo de cantar, o visual de desenho animado, uma crueza quase dócil. Assim também esta música, com uma criança de verdade. Sua voz suave, mas ainda assim traquinas, em harmonia com seus companheiros mais velhos, tem todo o sentido. Grande parte do vídeo foi filmado por MC Pikachu com a câmera na mão, filmando a si próprio num estilo à la Hype Williams invertido, com uma perspectiva que enfatiza o descontrole de uma criança correndo à solta. (Caramanica)

 Elza Soares

A MULHER DO FIM DO MUNDO (2015)

Ela começou sua carreira no final dos anos 50 como cantora de samba, com uma voz rouca e potente. Desde então, Elza fez gravações de rock, funk e hip-hop e agora, uma obra-prima devastadora, de vanguarda pop, de fim de carreira, sobre aspectos difíceis da vida brasileira que a música popular costuma ignorar. (Ratliff)

 Ava Rocha

BOCA DO CÉU (2015)

Uma nova força na música brasileira, Ava Rocha cria uma música elegante e desordenada, com conexões com os últimos 50 anos de música popular brasileira e os 50 seguintes. Seu excelente álbum gravado no ano passado Ava Patrya Yndia Yracema extrai a energia criativa da atual cena musical do Rio, colocando sua voz rouca e uma banda flexível em contraposição com um quarteto de cordas, instrumentos eletrônicos, baladas com violão acústico e um som alegre. (Ratliff)

 Trio da Paz

SAMPA 67 (2016)

O jazz brasileiro se diversificou e evoluiu desde o auge de “Getz/Gilberto” em 1964. Um dos conjuntos importantes na nossa era é este grupo formado por três virtuoses: o guitarrista Romero Lubambo, o baixista Nilson Matta e o baterista Duduka Da Fonseca. Este ano o grupo lançou 30, álbum comemorativo do seu aniversário, com o típico estilo. A música de abertura, Sampa 67, mostra o que você necessita saber sobre o trio: composta por Nilson Matta em homenagem a São Paulo, sua cidade natal, é uma viagem cinética, rápida, repleta de complexidades cinéticas. Cada instrumentista tem chance de brilhar. Ouça como o solo do baixo leva a uma série de diálogos rápidos entre a guitarra e a bateria.

 TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO E ROBERTO MUNIZ

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