De disco novo, Robert Cray quer voltar ao Brasil

O tempo dirá. O nome do novo disco do cantor e guitarrista Robert Cray, há três décadas apontado como um dos mais renovadores músicos do blues, não é preciso. No caso dele, o tempo já disse: Cray está consagrado, já ganhou 5 prêmios Grammy, é reconhecido por seus pares, de Tony Bennett a B.B. King. E também já tem história, apesar da pouca idade: em 2004, sua Robert Cray Band completará 30 anos na estrada - tudo começou em Eugene, no Oregon, em 1974.A voz suave, a guitarra que desconhece a ambição dos grandes solos, as inflexões de soul no jeito de cantar. Robert Cray é um músico maduro, e isso fica claro quando falamos com ele. "Eu sou como um experiente veterano quando estou nos aeroportos, cansado, esperando vôos; e sou de novo um iniciante quando estou no palco, tocando", disse o cantor, falando ao Estado por telefone, na quarta-feira à tarde. Ele está lançando um novo álbum, Time Wil Tell (BMG), por isso falou à imprensa. Disse que tem proposta para voltar ao Brasil no ano que vem, e está disposto a vir. Time Will Tell tem apenas canções originais, nenhum cover, e 5 das composições são do guitarrista. As outras são dos parceiros da Robert Cray Band: Jim Pugh (teclados), Kevin Hayes (bateria) e Karl Sevareid (baixo).No disco anterior, Shoulda Been Home, Robert Cray celebrou a velha guarda do R&B. E nesse, o que procurou enfatizar com mais peso? "O fato sobre a feitura de um disco é que a gente nunca tem uma idéia precisa do que ele será. Vamos fazendo as músicas e depois as reunimos, e o que posso dizer é que esse é um disco bem diferente", afirma. "O mais importante é tentar manter o espírito, manter a música sempre fresca e para a frente, fazer bons discos e bons shows", avalia o músico. Ele, que tem um estilo muito particular de canto, smooth, quase jazzístico, não considera que tenha sido influenciado por cantores de jazz."Gosto de ouvir jazz e também de alguns cantores. Mas acho que minhas influências vêm de outro lugar. Você veja o Sam Cooke. Ele fez um monte de canções populares, mas também gravou standards. E seu jeito de cantar os standards era muito particular, muito diferente dos jazz singers. Eu gostava de ouvir Billie Holiday, por exemplo. Acho que posso ter sido influenciado por aquele sentimento".

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