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Renan Facciolo/Divulgação
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De casa lotada, Iced Earth demonstra força em São Paulo

Grupo americano de heavy metal anima a noite de 1500 fãs na noite deste domingo

Luiz Fernando Toledo, O Estado de São Paulo

24 de março de 2014 | 07h11

Não há fãs medianos de Iced Earth: se é fanático ou nada. Ao menos foi isto que o show da banda americana de heavy metal, realizado na noite deste domingo, 23, em São Paulo, mostrou a quem passasse pelos arredores do Carioca Club, em Pinheiros. Quem lá esteve, cantou cada uma das faixas do set de uma hora e meia de duração.

O espetáculo teve início às 20h40, mas a quase duas horas antes da guitarra de Jon Schaffer iniciar o primeiro riff matador de Plagues of Babylon, do novo álbum de mesmo nome, centenas de camisetas pretas poderiam ser vistas nos bares e nas esquinas. Fãs, a maioria deles vestindo a clássica vestimenta escura com desenho de múmias - caráter visual de todos os CDS do grupo.

Faltou espaço dentre os 1500 ingressos vendidos para a noite. A plateia, abarrotada, precisou de muito fôlego para resistir ao set que teve início com duas faixas do novo álbum - Plagues of Babylon e Democide.

O set não teve surpresas, mas foi preciso e bem executado. V do álbum Dystopia, foi a primeira a levar os fãs ao êxtase. "Iced! Iced! Iced!", gritaram, seguidos por agradecimentos da banda. Os clássicos Iced Earth e The Hunter trouxeram a leva oldschool à tona, para animação de muitos. Até mesmo a esquecida - mas potente - Red Baron/Blue Max do álbum The Glorious Burden foi executada.

Foi preciso que o quinteto voltasse ao refrão de Watching Over Me para acompanhar o coro que se estendeu por todo o salão ao final da música. A nova If I Could See You, escrita pelo guitarrista Jon Schaffer para seu avô, emocionou com os graves na voz e as guitarras melódicas. Mas o momento que mais empolgou a todos - cabeludos choraram - foi em A Question of Heaven. A música do álbum Dark Saga de mais de oito minutos fez cada um dos que estavam ali soltar a voz sem olhar para os lados.

Embora o camarote disponibilizasse confortáveis sofás e mesas, não houve quem ficasse acomodado. A banda não permitiu. Em todas as faixas, os músicos chamavam o público para perto do palco. Estes, obedientes, pareciam conhecer todas as letras e ritmos de cor.

Após uma hora e quinze minutos no palco, o Iced Earth sai sem dizer uma palavra. A fuga estratégica deixava espaço para a introdução da música Dystopia, fazendo com que fãs cansados voltassem os olhos novamente para o centro. E o quinteto liderado por Jon Schaffer retorna com mais garra, para fechar o set que durou mais 20 minutos.

Não foi a primeira vez do quinteto no Brasil, que já se apresentou em 2011 com o álbum Dystopia. Até mesmo Stu Block, que carrega o pesadíssimo fardo de substituir o vocalista Matthew Barlow, pareceu familiarizado aos brasileiros. Embora o microfone não tenha captado sua voz em alguns momentos, a familiaridade com a banda se mostrou clara. Os agudos de Block podiam ser ouvidos de longe, muito longe. Foram inúmeros agradecimentos pela energia e a promessa de retornar logo para o Brasil. Em um final de semana com um show destes no domingo e o monstruoso Metallica no sábado, qualquer ouvinte de heavy metal foi para casa satisfeito.

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