Curitiba tem o melhor custo-benefício do TIM Festival

A melhor relação custo versusbenefício do TIM Festival vai se dar em Curitiba. Isso porque na capitalparanaense vai ocorrer a maior concentração de artistas maisaguardados do rock, do pop e da eletrônica pelo valor único deR$ 80, o mais baixo praticado entre as bilheterias de São Paulo,Rio, Vitória e Curitiba, cidades onde o TIM Festival vai aportara partir de sexta-feira. Nação Zumbi, DJ Shadow, Patti Smith, Yeah Yeah Yeahs eBeastie Boys são as feras que se apresentarão, numa tacada só,na Pedreira Paulo Leminski terça-feira, a partir das 19 horas.Dos bambambãs, apenas a banda liderada por Karen O, Yeah YeahYeahs, vai dar as caras em São Paulo - e, preparem-se, pois oshow do trio nova-iorquino vale por três. A vocalista e líder doYYY, que nos bastidores é extremamente tímida, transforma-se emuma tigresa no palco (também no sentido literal da palavra).Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter não estarão em Curitiba A capital paulistana sai ganhando em relação a Curitibaquanto ao show ultratecnológico da dupla Guy-Manuel deHomem-Christo e Thomas Bangalter, mais conhecidos como Daft Punk- e que agora também chegam para apresentar sua versãocinematográfica. Os amigos estréiam como diretores na 30.ª ediçãoda Mostra Internacional de Cinema São Paulo com o filmeElectroma, um musical sem falas em que robôs desejam setransformar em seres humanos (sábado, às 23h30, no Cine Bombril;segunda-feira, às 22h10, no Cinesesc; e terça-feira, às 14h, naSala UOL de Cinema). A trilha tem de tudo um pouco (inclusivecomposições clássicas de Chopin), menos Daft Punk. Os produtores e DJs revolucionários na house music, quevirão ao Brasil pela primeira vez, não faziam turnê há mais de10 anos. "Não poderíamos apresentar qualquer show para o nossopúblico. Queríamos levar um show excitante tanto para nós,quanto para os nossos fãs." Um show que vale a pena conferir eúnico no quesito "quanto mais longe você estiver, melhor". Coisarara. São sete toneladas de equipamentos, 3.200 caboseletrônicos e 1.600 telas de imagem LED que compõem o cenário doduo parisiense: uma enorme pirâmide de onde Homem-Christo eBangalter se apresentam como robôs. "Ninguém precisa mostrar orosto para ser famoso", justifica Thomas Bangalter. "Faz partede uma fantasia e não queremos quebrar esse encanto. Queremosapenas mostrar o processo criativo que existe por trás dissotudo." Em Human After All (2005), última música apresentadadurante show da mesma turnê em Dublin, na Irlanda, imagens comrecortes de rostos de pessoas de diversas etnias dançavam numenorme telão ao fundo do palco e também nas duas faces frontaisda pirâmide de onde os robôs discotecam. Ao redor da pirâmide,diversos ferros interligados entre si formam pequenos triângulosgeradores de mil e uma cores fosforescentes e que compõem, noritmo das batidas eletrônicas, desenhos psicodélicos quealucinam os fãs. O ponto mais alto da noite foi, sem dúvida,quando tocaram o hit pegajoso One More Time (2001), que vocêjá deve ter ouvido pelo menos uma dúzia de vezes, sempre quandodecide sair na sexta-feira à noite para alguma balada da VilaOlímpia.DJ Shadow traz músicas que bombaram nas rádios do mundo todo DJ Shadow é outra ótima pedida para os ávidos porreinvenções da eletrônica. O californiano de 34 anos, umveterano na área, tem uma legião de fãs que o acompanham seja láqual for a trilha da vez. "Eu tenho dois tipos de fãs: os fãs doEndtroducing (1996) e os fãs do DJ Shadow. Os fãs doEndtroducing só gostam daquele primeiro álbum e querem que eurepita a mesma fórmula em todos os outros trabalhos, mas isso écoisa que eu não vou fazer", declara o americano nascido JoshDavis que, em poucos dias, lançará no Brasil o seu novíssimoálbum The Outsider. Por ser também a sua primeira vez no País (sexta no Rio,terça-feira em Curitiba), Shadow vai apresentar um apanhado demúsicas que bombaram nas rádios do mundo todo, de Six Days, doálbum The Private Press de 2002, a Erase You e You Made It,de sua terceira e mais recente compilação em que predominam osvocais e instrumentos tocados ao vivo. Para os amantes do rock executado em sua primazia, valeacompanhar cada acorde saído da guitarra de Kyp Malone e dovocal de Tunde Adebimpe, integrantes da banda americana TV onthe Radio. Até David Bowie já constatou e atestou a qualidade dogrupo: fez backing vocal no terceiro álbum da banda, Return toCookie Mountain (2006). No conceito de TV on the Radio, músicanão serve apenas para divertir. "Queremos oferecer algosubstancial ao público."

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