Curada de um câncer, Sharon Jones faz turnê pelo Brasil

Cantora se apresenta em maio no Bourbon Street, em São Paulo, e em outras três capitais do País

Jotabê Medeiros, O Estado de S. Paulo

10 Dezembro 2014 | 18h23

A cantora de soul music Sharon Jones, acompanhada da banda The Dap-Kings (a mesma que gravou seis faixas do disco Back to Black, que projetou Amy Winehouse), fará turnê por quatro capitais do País em maio de 2015. Em São Paulo, ela cantará no Bourbon Street Music Club (as datas serão confirmadas em breve, segundo a casa).

Sharon, de 58 anos, foi diagnosticada com câncer no pâncreas em 2013 e se submeteu a cirurgia e tratamento de quimioterapia em plena festa de passagem de ano novo de 2013 para 2014. Tinha acabado de concluir o disco Give the People What They Want e se viu forçada a cancelar toda sua temporada naquele período.

Mas ela surpreendeu os oncologistas e, em fevereiro, voltou com tudo com um show no Beacon Theatre de Nova York, ao lado dos Dap-Kings. "Após batalha contra o câncer, Sharon Jones emerge melhor que nunca", estampou o jornal The Baltimore Sun, em julho.

Sharon Jones foi cantora de R&B de destaque nos anos 1970. Mas, ela contou ao Estado certa vez, as gravadoras a consideraram "baixa e negra demais" e muitas lhe fecharam as portas. Até que ela foi "redescoberta" e, em 2002, gravou seu primeiro disco.

Em 2011, Sharon veio pela primeira vez ao País e cantou no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo, e no próprio parque, de graça. Também visitou a casa do cantor Seu Jorge, no Morumbi, com sua banda - ela o conheceu durante um show em Paris e se tornou amiga do músico.

Nos tempos em que a brisa do sucesso a abandonou, Sharon Jones foi guarda de valores da Wells Fargo e tornou-se agente carcerária na penitenciária de Riker's Island, em Nova York. Uma vez, ela disse aos presos que conduzia às celas que era cantora, e eles fizeram uma espécie de "greve": não entrariam em suas celas até que ela cantasse algo para lhes provar isso. Ela cantou The Greatest Love of All, de Whitney Houston, e eles entraram nas celas sorridentes. Um deles lhe disse: "Mrs. Jones, você é bacana demais para estar aqui".

 

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