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Críticos apontam Ellie Gouldin como líder da geração 2010

BBC ouviu especialistas para elaborar uma lista das maiores promessas do cenário musical neste ano

BBC Brasil, BBC

08 de janeiro de 2010 | 11h26

Mais de 165 formadores de opinião, entre críticos, blogueiros e jornalistas entrevistados pela BBC, elegeram a jovem cantora e compositora britânica Ellie Goulding como a líder da nova geração de bandas e artistas que devem despontar em 2010.

 

Ellie cresceu em Herefordshire, no interior da Inglaterra, como a mais contagiante novidade da cena musical emergente. Depois dela, vieram a cantora grega-galesa Marina and The Diamonds (2º lugar), o trio Delphic (3º), o duo Hurts (4º), e a banda The Drums (5º).

 

Com canções pessoais e delicadas, a primeira colocada, Ellie, combina estilos para algo que é ao mesmo tempo inovador e bastante apropriado para as discotecas de Londres.

 

Em uma entrevista à BBC, ela disse que é uma jovem "normal" - que fica irritada quando os carros não param na faixa de pedestres e, principalmente, com a sujeira deixada pelos cachorros no meio da rua. Um problema com a qual ela se depara costumeiramente, durante sua corrida habitual no parque.

 

Ellie disse que não sabe muito bem por que recebeu essa indicação da crítica.

"Ninguém sabia que eu era cantora até agora, então não sei muito bem por que recebi essa indicação. Mas está sendo interessante", diz a cantora.

 

Marina and the Diamonds

 

Marina Diamondis, 23, percorreu um caminho cheio de contratempos até ser reconhecida.

 

Há quatro anos, ela nem sequer sabia tocar piano. Frustrada com repetidas tentativas de integrar bandas juvenis na adolescência, resolveu aprender a tocar o instrumento e gravar seu próprio álbum. Seu primeiro álbum, The Family Jewels, foi descrito pela crítica como um "pop confessional feito com estilo e sem medo".

 

Delphic

 

Avesso a definições, o Delphic diz que mistura a euforia da dance music com elementos emocionais da música indie, acrescentando uma pitada da "melancolia" de Manchester para criar um estilo próprio.

 

A filosofia de fusão está retratada no lema do grupo: "A guitarra está morta, viva a guitarra!" "Queremos ser os anti-Liam Gallaghers", diz um dos integrante da banda, Rick Boardman, referindo-se aos irmãos à frente da banda Oasis.

 

No entanto, assim como os irmãos do Oasis, eles também são reconhecidos por suas divergências, sobretudo em consequência de também dividirem o apartamento onde vivem.

 

Hurts

 

Com seu visual durão mas cheio de estilo, o cantor Theo Hutchcraft e o tecladista Adam Anderson, do duo Hurts, são um contraponto à cena pop estridente e carregada de purpurina.

 

"Fazer música é mais interessante em dois. Tem dois pólos, um positivo e um negativo, yin e yang", diz Hutchcraft. "Se você conseguir combinar corretamente, de onde há diferenças dá para sair um resultado interessante." O duo faz um estilo de música que pode ser classificado como "disco-lento", que descobriram durante uma viagem à Itália.

 

Inspirado na melancolia da música eletropop dos anos 80, o Hurts mistura o que dizem ser uma "austeridade europeia" com "um espírito britânico de esperança ao mesmo tempo que desespero".

 

The Drums

 

Membros do The Drums, o cantor Jonathan Pierce, os guitarristas Adam Kessler e Jacob Graham, e o baterista Connor Hanwick se consideram os últimos dos moicanos de uma geração egoísta.

 

"Só escrevemos sobre duas sensações - uma é o primeiro dia do verão, quando você e todos os seus amigos estão de pé à beira de um precipício, assistindo ao pôr-do-sol e sendo tomado por todas as esperanças e sonhos de uma só vez", diz Pierce. "A outra é quando você está caminhando sozinho na chuva e se dá conta de que vai ficar só para sempre."

 

As letras simples do grupo são combinadas com uma presença de palco que já foi descrita como "selvagem" e "contagiante".

 

O ranking foi elaborado a partir de uma lista de 15 nomes divulgada no fim do ano passado sob o nome de Sounds of 2010, ou os Sons de 2010.

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