Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Crítica: Rock Rocket soa urbano e sujo em novo disco

'Citadel' é o quarto álbum do power trio

Pedro Antunes, O Estado de S. Paulo

16 Outubro 2015 | 03h00

Se a ideia era uma homenagem a São Paulo, Citadel soa exatamente como a cidade que pulsa sob os nossos pés. Caótico, sujo, poluído, cinza, acelerado, superpovoado. Densidade talvez seja a forma mais direta de explicar a transformação do grupo formado por Noel Rouco (guitarra), Jun Santos (baixo) e Alan Feres (bateria) do terceiro para esse quarto álbum. Incluíram camadas, mais guitarras, sopros e as vozes dos três. III, o anterior, era uma versão soft do quão punk os rapazes poderiam ir. O Rock Rocket soa denso. E sério – para o bem e para o mal. 

Exclusivo: ouça o novo disco do Rock Rocket aqui 

Talvez seja a maturidade do quarto disco, talvez seja a temática escolhida, mais carregada. Em São Paulo e Punk SP 80, as faixas de homenagem mais diretas, não engajam simpatia ou transpiram inspiração, como um passeio pela Marginal Tietê travada. Velhos Tempos e Absurda, em contrapartida, são o Rock Rocket na sua melhor forma: leves, embora cheias de distorção, e divertidas, como um passeio de domingo pela Avenida Paulista fechada para carros.  

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