Crítica: Novo disco de Daniela Mercury reforça imagem de devota dos tambores

Cantora lançou o álbum 'Vinil Virtual'

Julio Maria, O Estado de S.Paulo

08 de dezembro de 2015 | 05h30

A devoção à baianidade é uma opção estética de Daniela Mercury. Ela, grande cantora que é, talhada em bares da noite e que não se apura diante de harmonias difíceis, poderia até fazer movimentos em direção a uma linguagem mais universal se o espírito de seu axé não falasse mais alto. Vinil Virtual traz um tratamento robusto de estúdio que evita o som datado. A auto-afirmativa A Rainha do Axé, com menções a Bat Macumba, de Caetano e Gil; a caribenha Maria Casaria, cheia de influências paraenses; e a ibérica eletrônica América do Amor situam bem a língua de Daniela em 2015 (Gilberto Gil divide com ela De Deus, De Alah). Ela, que criou as 15 músicas do disco, dez delas sozinha, pensa ainda sobre afoxés e tambores de Olodum, seja lá qual for o passeio que deseja fazer. A energia de seu disco acaba de vencer o medo. 

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