Crise financeira abala fundação de Michael Jackson

A fundação beneficente Heal the World (Cura para o Mundo), do pop star Michael Jackson, distribuiu milhões de dólares em todo o mundo, na década passada, para ajudar crianças ameaçadas pela guerra e por doenças. Com o respaldo da Pepsi-Cola e de outras empresas, Jackson anunciou o lançamento da fundação no imponente Radio City Music Hall de Nova York, em 1992.Agora, assim como seu fundador, a entidade enfrenta graves problemas. Carente de fundos e de chefia, suspendeu suas doações a instituições de caridade e sua licença como organização isenta de impostos foi revogada no Estado da Califórnia desde 2002, por não apresentar declarações financeiras anuais.Outras instituições beneficentes criadas por Jackson também apresentam problemas, como a Heal L.A. (Cura para Los Angeles), que ajuda crianças dos bairros pobres da cidade, que perdeu sua licença em 2001, e sua fundação Neverland Zoo para conservação de espécies animais em perigo, que foi dissolvida em 1998.A situação da fundação Heal the World pode afetar ainda mais a reputação da Michael Jackson agora que ele enfrenta acusações de abuso sexual de um menor.O cantor de 45 anos aguarda julgamento em liberdade, após pagar fiança de US$ 3 milhões. Os jurados do caso estão sendo escolhidos esta semana..O declínio a Heal the World são um mistério. Mas o porta-voz do cantor Pero Stuart Backerman, disse que faltou um executivo para conduzir a empresa com firmeza. A fundação distribuiu US$ 4 milhões em seus primeiros cinco anos, disse Richard Sowler, que foi diretor da entidade de 1995 a 1997. Em fins de 2002 começou a ter problemas de caixa e falta de um diretor ou qualquer outro executivo além do próprio Jackson que figurava como presidente da junta diretiva.

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