Marina Vaz/Estadão
Marina Vaz/Estadão

Crescem vagas de emprego ligadas à economia criativa

Segundo levantamento do Painel de Dados do Observatório Itaú Cultural, maior crescimento do setor, de 9,9%, ocorreu entre os chamados trabalhadores informais de apoio

O Estado de S.Paulo, O Estado de S.Paulo

05 de fevereiro de 2021 | 16h41

Depois de ver fechados 871,3 mil postos de trabalho entre dezembro de 2019 e junho do ano passado, a economia criativa pode estar sentindo os primeiros sinais positivos desde o início da pandemia. Está longe de ver reaquecida sua roda econômica, mas ao menos, segundo mostram informações do Painel de Dados do Observatório Itaú Cultural, que monitora a evolução econômica da indústria criativa no Brasil, ela voltou a contratar no terceiro trimestre de 2020.

Entre os meses de junho e setembro, segundo o Painel, foram abertos 46.843 novos postos de trabalho no setor, um número que estanca a queda acentuada desde o início da pandemia. A curva de crescimento mais acentuada é observada quando se compara junho de 2020, quando havia 6.266.560 postos de trabalho no setor, com setembro de 2020, quando já havia 6.313.403. Uma alta de 0,7%. 

Os dados abrangem tanto empregos formais (com carteira assinada, servidores públicos e profissionais empregadores ou conta-própria com cadastro formal de CNPJ) quanto os informais (trabalhadores sem carteira assinada e profissionais empregadores ou conta-própria sem cadastro formal de CNPJ). Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural, diz em um texto enviado por sua assessoria de imprensa: “Embora o crescimento esteja longe de repor as perdas acumuladas, há sinais de que a economia deixou de cortar postos e inverteu o sinal, o que é um alento para todos os trabalhadores do setor”.

O maior crescimento do setor, de 9,9%, ocorreu entre os chamados trabalhadores informais de apoio, como um contador que presta serviços para a empresas ou indivíduos da economia criativa, por exemplo. O aumento de postos saltou de 637.626 para 700.632. O segmento dos trabalhadores formais incorporados (um designer que trabalha numa indústria automotiva, por exemplo) também cresceu 9,3%, com o número de vagas avançando de 1.246 663 para 1.362 855 postos.

A queda de ofertas de vagas aparece no estrato de trabalhadores de apoio formais, uma retração de 12,4%. As 1.587.879 mil vagas existentes em junho caíram para 1.390.353 em setembro. Os demais segmentos de trabalhadores da indústria criativa mapeados pelo estudo do Observatório do Itaú Cultural experimentaram aumento do número de vagas, mas em taxas modestas, com destaque para trabalhadores especializados informais (atuantes no setor de origem, como por exemplo, designers, roteiristas, escritores, arquitetos e artistas) informais (2,8%), especializados formais (2,4%) e informais incorporados em outros setores da economia (0,3%).

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