NECO VARELLA/ESTADÃO
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Corpo do escritor João Gilberto Noll é velado em Porto Alegre

O autor, segundo os familiares, foi vítima de um mal subido nessa terça-feira (28), quem o encontrou caído em seu apartamento foi a sobrinha, Julia Noll

Luciano Nagel / Porto Alegre, Especial para O Estado

29 Março 2017 | 17h27

O corpo do escritor João Gilberto Noll, de 70 anos, está sendo velado desde às 10h da manhã desta quarta-feira (29), na capela 9 do Cemitério João 23, na zona sul de Porto Alegre. O autor, segundo os familiares, foi vítima de um mal subido nessa terça-feira (28), em seu apartamento localizado na rua Fernando Machado, no centro histórico de Porto Alegre. 

Pelo final da manhã, amigos próximos e familiares chegavam aos poucos, incrédulos ainda com o falecimento do escritor reconhecido nacionalmente por suas obras literárias. Uma das primeiras a chegar à capela foi a sobrinha de Noll, Julia Noll, 34 anos. “Ele tinha um curso na terça-feira à tarde no espaço cultural Aldeia aqui em Porto Alegre e não apareceu. Ele nunca faltou. Sempre foi responsável e pontual. Tentamos ligar o dia todo e nada. Como eu tenho a chave do apartamento dele, resolvi ir até lá e o encontrei caído no chão”, explicou a sobrinha, que aguardava a chegava dos pais, que estavam de férias em Florianópolis, Santa Catarina.

Maria Alice Noll, uma das irmãs do escritor, lembra que João Gilberto Noll era um autor muito reservado. “O Beto (assim ela o chamava) era muito na dele, entende? Não gostava de visitas e também não era muito social, não. Mas adorava conversar com as pessoas na rua e frequentava muito uma cafeteria da rua Padre Chagas, no bairro Moinhos de Vento”, revelou a irmã. Segundo Maria Alice, um dos livros do autor, intitulado 'A Fúria do Corpo', foi dedicado a ela e sua outra irmã. “Fui obrigada a ler o livro. Era muito forte, muito pesado mas li até o final”, disse.

Uma das amigas de infância do escritor, Elisabeth Sirangelo, 72 anos, lamentou a morte de um grande escritor gaúcho e recordou que quando era pequena brincava com João Gilberto Noll de procissão. “Éramos vizinhos de muro. Subíamos nas árvores e brincávamos de procissão em volta da casa. Ele dizia que queria ser padre. Beto era muito religioso naquela época. Foi meu primeiro amigo na infância”, lembrou Elisabeth em lágrimas. 

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