Foto: Reprodução/Twitter
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Convertida ao islamismo, Sinead O'Connor diz não querer passar mais tempo com 'gente branca'

Nas redes sociais, cantora também critica os teólogos cristãos e judeus que atacam sua nova fé

EFE

08 Novembro 2018 | 12h43

A cantora irlandesa conhecida como Sinead O'Connor até sua recente conversão ao Islã afirmou que não quer "passar mais tempo" com "gente branca porque são nojentas".

Em uma série de mensagens publicadas no Twitter, Shuhada' Davitt, seu nome atual, pede "perdão" pelo que diz, pois reconhece que pode ser "racista", mas assegura que "o senhor" necessita de "trabalhadores para fazer o trabalho sujo".

"O que vou dizer é tão racista que nunca acreditei que a minha alma poderia se sentir assim. Mas, sério, nunca vou passar mais tempo com gente branca (se assim é como se chama os não muçulmanos). Nem um minuto a mais, por nenhum motivo. São nojentas", escreveu a artista de 51 anos.

Nos tuítes, a cantora também critica os teólogos cristãos e judeus que atacam sua nova fé e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao mesmo tempo que questiona se o Twitter irá censurar seus comentários, enquanto ao líder republicano é "permitido vomitar imundícies satânicas inclusive sobre meu país".

"Todo mundo diz que os pobres americanos são vítimas de Trump. Mas vocês é quem o contrataram. Por isso, despeçam-no. Caso contrário, são cúmplices. É o mesmo que acontece com o chamado terrorismo islâmico. Que é exatamente o que o diabo quer e adora", disse Shuhada'.

"Nenhuma pessoa irlandesa sobre a terra estaria em desacordo. Nós não demitidos a Igreja. Deixamos que abusassem de nossos filhos sob nossos narizes", prosseguiu.

O'Connor ganhou fama mundial nos anos 90 com a música do americano Prince Nothing Compares 2 U, embora também seja lembrada por rasgar em 1992 em uma rede de televisão americana uma fotografia do então papa João Paulo II, em protesto contra os abusos sexuais cometidos contra menores.

Nos últimos anos, a cantora também declarou que luta contra a depressão e um transtorno bipolar e que teve frequentemente pensamentos suicidas, após confessar que ela mesma foi vítima de abusos na infância.

 

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