Contrato revela postura antissegregação dos Beatles

Um contrato dos Beatles para um show em 1965, a ser leiloado brevemente, revela que a banda adotava uma firme postura em favor da luta pelos direitos civis, recusando-se a tocar para plateias segregadas.

REUTERS

16 de setembro de 2011 | 18h12

O contrato, assinado pelo empresário dos Beatles, Brian Epstein, especifica que os músicos "não serão solicitados a se apresentarem diante de uma plateia segregada" no show realizado em 31 de agosto de 1965 no Cow Palace, em Daly City, na Califórnia.

O documento será leiloado em 20 de setembro por Nate D. Sanders, em Los Angeles.

Os Beatles assumiram publicamente o apoio aos direitos civis em 1964, na sua primeira turnê pelos EUA, quando se recusaram a tocar num show segregado no Gator Bowl, em Jacksonville, na Flórida. As autoridades municipais acabaram cedendo e permitindo que negros e brancos se misturassem na plateia.

O show no Cow Palace foi parte da terceira grande turnê dos Beatles nos EUA.

Assinado em 24 de março de 1965, o contrato garantia à banda um pagamento de 40 mil dólares se a bilheteria superasse 77 mil dólares.

O documento estipulava também que pelo menos 150 policiais uniformizados fariam a segurança, e que a bateria de Ringo Starr seria colocada em uma plataforma especial.

A estimativa para a venda do documento é de 3.000 a 5.000 dólares.

(Reportagem de Sheri Linden)

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