Contrato antirracismo dos Beatles é vendido por US$ 23 mil

Um contato assinado em 1965 no qual os Beatles proibiam a segregação racial do público em um show na Califórnia foi vendido nesta terça-feira por 23.033 dólares -- mais do que o quádruplo do preço inicialmente estimado.

REUTERS

21 de setembro de 2011 | 17h59

O documento, assinado pelo empresário da banda, Brian Epstein, especifica que os músicos não seriam "obrigados a se apresentarem diante de uma plateia segregada" no show de 31 de agosto de 1965 no Cow Palace, em Daly City (Califórnia),

Nate D. Sanders, realizador do leilão em Los Angeles, previa que o contrato seria arrematado por 3 a 5 mil dólares. A identidade do comprador não foi revelada.

O show no Cow Palace foi parte da terceira grande turnê dos Beatles nos EUA. Assinado em 24 de março de 1965, o contrato garantia à banda um valor de 40 mil dólares caso a bilheteria superasse os 77 mil dólares.

Além da cláusula antirracista, o documento previa também a presença de 150 policiais fardados na segurança, e uma plataforma especial para a bateria de Ringo Starr.

Em 1965, na sua primeira turnê norte-americana, a banda já havia se recusado a tocar para uma plateia segregada em Jacksonville, na Flórida. As autoridades municipais na época abriram uma exceção e permitiram que brancos e negros se misturassem durante o show.

(Reportagem de Christine Kearney)

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